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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

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Farto da monotonia democrática? Vota Bolsonaro!

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Não sei quem foram os sujeitos que escreveram a Bíblia, mas devo dizer que estão ao mesmo nível dos argumentistas de The Simpsons.

Há lá coisas que quer queiramos quer não, são como são e nada mais há a dizer.

Exemplo: “Deus criou então o homem semelhante ao seu Criador; "assim Deus criou o homem. "

Como é que Ele chegou aqui? “Quando Deus começou criando o firmamento e a Terra, esta era de início um caos e como uma massa amorfa, com o Espírito de Deus planando sobre os vapores que enchiam as trevas.”

Bom, Deus chegou e era o caos e as trevas. Arregaçou as mangas e durante 5 dias criou, e ao fim de cada dia disse que estava satisfeito com a sua obra. Ao 6º dia, a coisa estava monótona de tanta coisa boa e criou o homem e depois a mulher e disse: “"Multipliquem-se, encham a terra, dominem-na e também toda a vida animal da terra, dos mares e dos ares; dou-vos toda a vida vegetal, toda a espécie de frutos para alimento. A todos os animais dou igualmente como alimento a vida vegetal." E foi assim que aconteceu. Deus viu que tudo quanto tinha feito era excelente. Assim passou o sexto dia.” Que é como quem diz, saiu do caos, teve 5 dias de iluminação e ao 6º deixou a semente do caus e das trevas.

E assim somos nós, à semelhança de Deus. Viemos das trevas das guerras mundiais, encontrámos a solução para a paz, mas deixámos a semente do caos futuro só para não cair na monotonia, está claro!

Há qualquer coisa, que deve estar escondido na genética humana, que de X em X tempo promove a estupidez coletiva e nem sequer adianta argumentar em sentido contrário.

Em 2011 Pedro Passos Coelho, em campanha para as legislativas anunciava que iria ser a austeridade em pessoa. Que iria cortar gorduras, Estado Social, dizimar postos de trabalho, correr com metade da população do país sobre o lema das novas oportunidades (lá fora), que vivíamos sobretudo acima das nossas possibilidades.

E a malta, num ato de parvoíce, concordou em massa. “Sim, sim, esses patos bravos vivem à grande e à francesa… acabe-se com eles…”. E sabemos hoje como foi o coro dos arrependidos nos 4 anos seguintes…

Pedro Passos Coelho é um mero aprendiz de feiticeiro num país ainda moderado e ao fim de 4 anos, foi corrido por uma geringonça improvável.

Pelo caminho assistimos ao Brexit, ninguém esperaria… ao Trump como Presidente dos EUA, mesmo depois de um pack intenso de alarvidades eleitorais como um muro ao longo da fronteira do méxico, pago pelos mexicanos (e qualquer dia talvez aconteça mesmo em defesa dos mexicanos), vemos a extrema direita a subir na Europa, Dilma sobre um golpe de Estado, o poder é tomado por Temer que tem para si acusações piores do que aquelas que usou para destituir Dilma, e agora, o Brasil elegerá Bolsonaro.

 

Bom, devo dizer que passei anos a anunciar uma mudança no mundo e ei-la. O mundo bipolariza-se e os extremos irão extremar-se.

Bolsonaro faz o anúncio claro que depois de eleito irá perseguir os vermelhos numa alusão ao PT que se estende interna e externamente à esquerda em geral.

E tem de ser parvoice colectiva porque vão votar num tipo que não tem sequer uma ideia de como melhorar a economia do país. Só sabe que quer dar armas, matar tudo o que é contra ele e instituir a citadura bolsonarista. 

Direi eu que nos próximos anos veremos mais brasileiros armados e refugiados brasileiros e Portugal será um destino de eleição. Talvez o Brasil atravesse uma ditadura, talvez o brasil deixe de ser brasil e se divida por estados pró e contra Bolsonaro.

O pior ou o melhor é que os que votam Bolsonaro, muitos deles serão também vítimas de um Bolsonaro ainda por conhecer, porque há aqueles que podemos dizer “este enganou-me bem…” mas Bolsonaro já vai avisando ao que vem e a malta apoia, o que me deixa de pé atrás com 6/10 dos brasileiros…

O mundo está a mudar e Bolsonaro é a prova disso. As américas estão entregues a ditadores sem filtro. Vai piorar muito antes de voltar a melhorar… com a hipótese de acabar de vez porque Trump quer voltar ao nuclear.

Politica de Privacidade, Contra as Cookies, Marchar, Marchar!

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Há uns meses saiu a alteração à lei da política da privacidade.

Alguém achou que a malta que gere a internet estava a recolher demasiada informação e mais do que isso, a partilhá-la com terceiros para tirar disso dividendos e pior, a deixar que gente desconhecida “roube” os dados dos seus arquivos.

Bom, a lei diz que os sítios da internet só podem recolher dados que o utilizador aceite ceder.

E em teoria parece-me tudo muito bem, eu só partilho informação se me perguntarem e se eu achar por bem ceder.

E logo que saiu isso, as caixas de correio electrónico foram invadidas por dezenas de sites por onde passámos nos últimos anos, alguns deles que já nem me lembrava.

Acolhi esses emails com optimismo, aquele optimismo de que metade do que ia para a caixa de spam, o tal correio não desejado, agora deixava simplesmente de aparecer.

Só que não, a caixa de spam continua cheia de outros sites que nunca visitei…

Mas nem é isso que me inquieta porque a caixa de spam está lá a cumprir o seu propósito. O que me inquieta são os sítios da internet.

A partir da alteração à lei, cada vez que entras num sítio pela primeira vez, pede-te se aceitas cookies. O “SIM” vem numa caixa enorme e se carregares no “sim”, assim de caras, estás a aceitar que esse site recolha os teus dados, que os use sob pretexto de te prestar um melhor serviço, mais personalizado que é como quem diz, apontar a ti anúncios com maior probabilidade de serem comprados e como tal, sucesso do site, e usar os teus dados para os ceder/vender a terceiros.

No meio da lengalenga que antecede o megalómano “sim”, aparece uma palavra com um link que te leva para opções de cookies.

A primeira opção não é opcional. Diz lá que são cookies fundamentais para o funcionamento da página o que é mentira, nenhuma página precisa de cookies para funcionar, pode é perder a memoria que o sujeito por lá passou.

Depois há uma opção intermédia, cookies de terceiros, e por fim cookies de publicidade.

Há sites em que estas opções aparecem com uma espécie de interruptor geral que desliga ou liga tudo, mas há outros sítios que é uma espécie de calvário e complicam tudo de modo a que desistas.

No último patamar, o comercial, fazem-te “desligar” as cookies uma a uma, de centenas de parceiros comerciais. Eu contei, são 429 parceiros comerciais.

Podes aceitar todos em pack ou “aceitar individualmente” só que se pressionares neste botão, eles aparecem aceites por defeito e o teu trabalho é desligar um a um e não há nenhum botão a dizer “desligar todos”.

 

Basicamente, mudaram a lei, mas os sites comportam-se como os restaurantes que metiam as entradas na mesa e depois, comidas ou não, cobravam-nas. Comece se quisesse que elas estavam lá para isso mesmo…

 

Lá aparece um ou outro que cumpre o princípio da lei, mas por norma, complicam tanto o sistema que quase forçam a o utilizador a aceitar sob pena do não uso da página ou de constantes pop-ups.

 

O princípio da lei é que o utilizador por defeito não aceita nada, e perguntando se aceita, escolhe o que quer aceitar e não o inverso.  Os utilizadores estão a ser coagidos a aceitar e muitas vezes nem sequer sabem o que estão a aceitar, uns por desconhecimento, outros por falta de paciência, mas por isso mesmo, e porque aceitar tem influencia na vida virtual mas também na real, devia ser de lei que é proibido recolher dados excepto de o utilizador, de forma clara e consciente, escolha ceder os seus dados.

Assim, lá tive de instalar um addon ao browser para bloquear cookies…