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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Voto Útil

 

Todo o sujeito que exerce o seu direito de voto, transforma-o num acto útil porque permite que seja feita uma escolha democrática e a co-responsabilização da comunidade.

Se metade da população não vota e delega na outra metade o direito de opção, se considerarmos que dentro dessa metade se encontram muitos que são parte interessada, interesse que vai para alem do interesse do comum cidadão que espera que o Governo eleito o faça dentro daquilo a que se propõe e ao encontro das necessidades do povo, então o acto democrático fica desvirtuado.

Então, antes de mais, útil é a participação dos interessados, ou seja, todos nós.

Ao contrário, a abstenção irá servir apenas em benefício dos partidos grandes e ao contrário do que se quer dar a crer, como manifestação de descontentamento, não serve de nada.

Ainda há pouco, um conhecido diz publicamente: “em consciência não votarei!”.

Alguém deu uma resposta em sentido contrário, advogando a utilidade do voto e remata mais ou menos assim: “Eu votarei naquele que tiver mais hipóteses de tirar de lá este Governo…”.

Nunca será demais recordar que há apenas 4 anos o povo fez precisamente o mesmo preparando-se agora para colocar lá os mesmos que há 4 anos fizeram questão de derrubar.

Um partido não é uma cara, não é um projecto unipessoal. É constituído por muita gente que independentemente da cara que aparece no ecrã, continua lá a produzir propostas.

Em QUATRO anos, o que era mau transformou-se agora na salvação? Duvido.

Uma democracia representativa tem por pretensão que sejam eleitos partidos que representem os eleitores, que traga a política nacional para o lado daquela que julga ser a sua família politica.

Se não te sentes representado pelo Partido Socialista ou Partido Social Democrata, porque insistes no erro?

Errar é humano. Insistir no erro à espera que o resultado seja diferente é patológico.

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