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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Vamos às presidenciais

Fui extremamente crítico do tempo escolhido por determinadas personalidades para anunciarem a candidatura às presidenciais. No país vivia-se um clima de pré-campanha para as legislativas, quando a esquerda começou a esgrimir nomes ligados à sua área ideológica na praça pública. Em meu entender, a imagem que passou não me parece ter sido a mais positiva. Com efeito, julgo que o povo se questionou se a esquerda já começa, mesmo antes das legislativas, a discutir o nome do seu candidato para Presidente da República e nem nisso se consegue entender, como conseguirão entender-se para formar governo?

 

A direita, sempre mais pragmática, aguardou. E colheu os frutos dessa ponderação. Isso pode não explicar tudo, mas explica parte da vitória da PàF nas legislativas. No tempo certo, depois dos resultados para o parlamento apurado, lá avançou alguém da sua área política. Com esse anúncio todos os restantes presidenciáveis que se perfilavam saíram de cena. A simplicidade e objectividade desta forma de actuar já devia ter sido apreendida pela esquerda, que continua casmurra a julgar-se dona da razão e com isso se coloca em sérios riscos de ver Belém ocupada pela direita pelos próximos 5 anos.

 

***

Uma das realidades que saltam à vista é que nestas presidenciais voltámos à lógica das candidaturas partidárias. Este que deveria ser o tempo dos cidadãos, do aparecimento de pessoas ditas independentes, voltou a ser tomado de assalto pelos partidos políticos. Temos a candidaturas saídas do PCP, PSD, PS e BE. Falta o CDS e o PAN para se completar o ramalhete do assento parlamentar.

 

Esta continua a ser a ideia do partidarismo nacional. Que apenas os iluminados saídos dos seus meandros podem exercer as funções do mais alto representante do Estado e seu primeiro servidor. Mas valha-nos Sampaio da Nóvoa, que apesar do aparecimento prematuro da sua candidatura, como já referi anteriormente, não pediu licença a ninguém. Surge independente e como tal se perfila. Transporta consigo a liberdade e os direitos humanos. Tem a firme convicção de que a austeridade é uma política errada. E, acima de tudo, não acredita em inevitabilidades.

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Com ele podemos esperar que o país progrida. Que transcenda a sua pequenez e se torne mais ambicioso. Que venha a cultura, as novas tecnologias e a educação. Que venha a vontade de diálogos e consensos. Que retorne o significado à palavra democracia… António Sampaio da Nóvoa é professor. Esperemos dele uma valente lição de política. Estou preparado. Vamos a isso!

 

Montijo, 17 de Outubro de 2015