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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Urban Beach - Uma história antiga de violencia

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O titulo da crónica é “No meu tempo não era assim” e o autor é Filipe Vaz Correia.

Não sei a idade do Filipe, mas não deve distanciar-se muito da minha e como comecei relativamente cedo…

Pessoalmente nunca tive problemas com porteiros. Não tenho espirito nem corpo para contrariar uma parede, mas desde sempre assisti a confusões na noite.

Vi rapazolas a provocar porteiros, vi porteiros cobardes a serem os primeiros a fugir, vi porteiros com a mania de serem o São Pedro nos portões do paraíso, vi porteiros porreiros e vi porteiros que bem podiam estar no zoo, na companhia dos gorilas e se calhar até estou a ofender os gorilas.

Só para situar o tempo, um dia um idiota lançou no Rock Line em Alcântara um gás de cheiro duvidoso. A discoteca ficou vazia com um tipo sozinho a dançar Smell like teen spirit dos Nirvana, todo de ganga e de braços abertos enquanto girava.

O grupo decidiu não esperar por melhorias e avançar para o Alcântara. A noite passou e no momento em que saía, em frente ao bengaleiro, um dos gorilas desatou a distribuir tareia. Não sei os motivos e enquanto um de nós queria ficar a ver, eu queria sair dali para não ser mais um.

Já cá fora, a policia procurava saber quem tinha visto o que aconteceu.

Este é só um exemplo de como “no meu tempo” já era assim.

E tanto era assim que algures no tempo, porque já eram abusadores, foram obrigados a andar identificados com um cartão emitido pela PSP.

Qual é o critério das empresas quando recrutam “seguranças”?

Certamente que o critério passa pela escolha de sujeitos que impõem a sua presença pela compleição física.

E que mais?

Há alguma avaliação psicológica para avaliar a predisposição para a violência?

Um tipo que desata aos saltos em cima da cabeça de outro, não pode ser um tipo normal e tem, certamente, um passado recheado de violência.

Dizem as noticias que no TripAdvisor existem dezenas de reclamações relativas a violência dos seguranças. Obviamente que quando aparecem imagens nas redes sociais a coisa toma outra dimensão. Mais do que as imagens, as redes sociais.

Este, e outros como este, não podem andar em liberdade. Não são homens, são selvagens. No mesmo nível coloco os dois tipos de Coimbra que fizeram algo semelhante à porta do McDonalds.

 

Mas pior que estes sujeitos é quem os escolhe e os aceita.

O primeiro culpado desta história é a direcção do Urban Beach.

Lançam um comunicado a repudiar, mas o comunicado não é para repudiar nada, é para empurrar com a barriga as culpas para a empresa de segurança, a PSG, e para o individuo.

Pior, ainda alegam que o “incidente” foi na rua e como tal, não é nada como eles, como se a questão não estivesse ligada à operação do Urban Beach.

Quem contratou a empresa? De quem é o espaço? Quem aceita ou rejeita quem trabalha no seu espaço? Quem é que não tomou medidas NENHUMAS a propósito das reclamações no TripAdvisor, de onde saiu uma peça, de um entre muitos casos, de um grupo de turistas que também serviu de descargo de frustrações?

 

Em ultima análise, são culpados por negligencia. Em ultima análise os seus comunicados são vergonhosos.

 

Depois a própria da PSG, e se aqui é a PSG é preciso dizer que o problema é generalizado, que contratam sujeitos, não pela qualidade de serviço que possam apresentar, mas pelo volume de “jarda” que usam para parecerem grandes de músculos, para terem uma aparência intimidatória.

 

E intimidam. Tanto intimidam que agora o espaço está fechado e mesmo que abra, durante algum tempo verão as receitas encolher.

 

Espero que o MP não deixe a culpa morrer solteira, ao nível dos indivíduos, porque as empresas precisam ter responsabilidade por quem contratam.

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