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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Troca de Prisioneiros

 

Ao longo da história da humanidade assistimos a eventos em que os protagonistas, por esta ou aquela razão, mudaram de opinião. Porque a história reside no passado, muitas vezes conhecemos apenas a acção desconhecendo a motivação.

Mas não é preciso irmos para longe nem no tempo nem na distância. Durão Barroso mudou-se do MRPP para o PSD (expulso), Zita Seabra passou do PCP para o PSD (expulsa), Freitas do Amaral saltou do CDS para ministro do PS (como independente) e ainda hoje apresentou a candidatura a Presidente da República, Edgar Silva, era padre e agora é do PCP.

Mas há pessoas que vivem presas dentro dos partidos portugueses. São grilhões invisíveis mas eles estão lá.

Nos últimos 4 anos dentro do PSD e do CDS-PP é muito difícil perceber quem é quem porque defendendo um projecto comum, afinam pelo mesmo diapasão. Talvez Nuno Melo seja o ex-libris da degradação humana, o betinho e beato que não mede as palavras nem consequências dos seus actos. Mas assim de memória não me recordo de outro que me cause tanta urticária.

Já no PS existem alguns figurinos que sobretudo nestes últimos dias evidenciam estar no sítio errado, presos pelo seu passado carreirista e incapazes de seguir viagem.

Um deles é claramente Francisco Assis. Este tipo só pode estar preso senão já se tinha mudado para o PSD.

Em 2014 António José Seguro enviou-o como cabeça de lista para o Parlamento Europeu para que este ficasse por lá sossegado sem causar por cá problemas ao PS, sobretudo à sua posição de secretário-geral. Mas ele sabia que Francisco Assis seria o menor dos males…

Hoje Francisco Assis alinha com os seguristas contra a negociação com a Esquerda. Francisco Assis, como já o fez vezes sem conta, alinha muito mais pelo diapasão do PSD do que pelo do PS e por isso só posso concluir que está preso no Largo do Rato.

Refiro-me a este por ser o mais mediático na certeza que existem muitos outros por lá!

Como em todas as guerras que duram tempo demais, em determinadas alturas procede-se à troca de prisioneiros entre as partes beligerantes.

Talvez seja altura de se fazer uma pausa e proceder-se à troca de prisioneiros entre o Largo do Rato e a Lapa até para nós que votamos percebermos o enquadramento ideológico de cada partido. Como estão, são coisas meio amorfas em que a única acção que fazem é estar na posição contrária à outra.