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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Teremos um novo Bloco Central?

 

Muito antes de começarmos esta jornada eleitoral, recordo-me de ouvir Rui Tavares a dizer que a pior coisa que poderia acontecer ao país seria um governo de bloco central.

 

Já durante a campanha estranhei uma quantidade exagerada de erros de ambas as partes. Não estamos a falar de pequenos partidos sem recursos. Estamos a falar dos dois maiores partidos do país, em campanha nacional, onde pagam aos melhores para produzirem os melhores resultados.

 

Pelo meio, uma exposição mediática fora do normal ao BE e um constante ataque do BE e PCP ao PS ao invés de atacar a direita e sobretudo o Governo.

 

Um Governo de bloco central sempre foi o desejo de Cavaco Silva, uma bela maneira de secar os partidos pequenos e até maltratar a Constituição da Republica, tao mal-amada da direita nacional.

 

Membros do PS e comentadores políticos andam a preparar caminho para esse bloco central e o discurso mudou muito nas últimas 48 horas.

BE e PCP apelam à união das esquerdas mas carregadas de pré-condicionalismos que os faz fizer mais longe do PS e os empurra para a PaF.

 

Se eu estivesse no PS, estaria numa posição francamente complicada. Entre uma direita com a qual disse que nunca negociaria e uma esquerda com uma visão sobre Portugal e Europa completamente díspar da visão do PS.

Nesta altura o que eu faria era viabilizar o OE da PaF sem concretizar uma coligação e quando a situação da PaF se degradar, derrubar o Governo tal como Passos Coelho fez com Sócrates.

Nesta altura, e com estes protagonistas, ou há um bloco central ou teremos eleições dentro de 1 ano.