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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Sanguessugas Portuguesas em Manifesto

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Hoje dei de caras com o “Manifesto dos 100 Empresários” promovido por Peter Villax, presidente da Associação de Empresas Familiares.

Pretende este manifesto opor-se à intenção de um Governo que surja da convergência das esquerdas alegando que foi seu o esforço de recuperação económica.

A cousa chamou-me a atenção pela relação entre o nome da dita associação e os signatários deste manifesto.

Uma associação que se diz de “empresas familiares”, no meu pensamento iria cair directamente nas pequenas e médias empresas no entanto os seus signatários são efectivamente empresas familiares mas de grande dimensão como Vasco de Mello, António Amorim ou Manuel de Mello Champalimaud.

As PME representam 99,9% do tecido empresarial nacional responsáveis por mais de 70% do emprego. A média de funcionários é de pouco mais de 2% o que sublinha perfeitamente o conceito de “empresa familiar”.

As grandes empresas e grandes grupos económicos foram os maiores beneficiados deste tempo de crise. Este Governo afastou-os do olho do furacão livrando-os da responsabilidade de colaborar com o país nestes anos difíceis. Ao contrário disso foram-lhes oferecidas medidas de incentivos fiscal, tentou-se aliviar-lhes a TSU sobrecarregando os funcionários, facilitou-se o despedimento, cortes nos direitos laborais, sobretudo na banca, fundos do Estado que lhes facilitassem a existência.

Ao mesmo tempo as PME, a par com os trabalhadores por conta de outrem, ficaram com o peso de pagar os erros destes a quem este Governo aliviou. Os impostos e contribuições subiram sobretudo para a classe média, foram estes que apresentaram insolvências ao mesmo tempo que eram acusados de viverem acima das possibilidades e não salvaguardarem o futuro. No outro dia estava com um amigo num bar e dizia ele que por ano pagava cerca de 5000€ em taxas e taxinhas sem contar com o IVA de caixa, o IRC e outras contribuições. A nós coube-nos a “sobretaxa” e naturalmente, enquanto consumidores finais, o IVA, o aumento das taxas moderadoras…

Chamar “empresários familiares” à associação é uma ofensa aos pequenos empresários que todos os dias esgravatam para levar algumas migalhas para casa. Esta associação representa famílias, mas são as famílias da corja que mina o nosso país.

Estas famílias não passam de parasitas que vivem à custa do sangue dos portugueses. Não precisamos de um novo PREC mas é preciso meter esta malta no seu devido lugar e pagarem o que devem à sociedade.