Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

HTML tutorial

Salvar os CTT ViaCTT

 

fachada_loja-CTT.jpg

 

 

Fui alertado para uma situação… não encontro melhor adjectivo do que “parva”, uma situação parva de uma coisa que desconhecia chamada de ViaCTT.

Ora os contribuintes, ao que parece, têm de fazer um registo numa espécie de correio electrónico dos CTT para onde o fisco quer enviar… coisas.

Isto levanta-me um tsunami de questões que me fazem uma comichão tremenda, ainda por cima ontem enfiei um ferro no pulso e custa a escrever à brava o que amplifica o meu estado critico e sensação de irritabilidade.

Ora a primeira coisa é a obrigatoriedade de ter uma espécie de correio electrónico.  Quem paga IRC ou IVA tem de ter uma coisinha destas, incluindo o Sr. Manuel Jacinto, pedreiro de profissão, de Moimenta da Beira e com 62 anos.

O telemóvel do senhor é um Nokia 3310 que ainda funciona em perfeitas condições e não quer nada dessas modernices. Um erudito de Lisboa diz que ele tem de ter um correio electrónico.

Depois a coisa ganha contornos de cambalacho, de viabilização de empresa que foi nacional, e depois de privatizada parece não dar lucros suficientes. Então o Estado obriga a criação de um correio electrónico numa empresa privada. Tenho a minha conta de correio electrónica onde eu escolhi e o Estado envia-me as informações que acha interessantes. Curiosamente NUNCA me avisa dos prazos de entrega ou de períodos de pagamentos, provavelmente na esperança que não pague a tempo e cobre gordas multas. Há uns anos esqueci-me da data do IUC e a multa dava para passar férias num belo resort (estou a exagerar).

Mas isto é equivalente a dizer que deixo de pagar Segurança Social para passar a ter um plano de Saúde e um PPR numa seguradora escolhida pelo Estado.

(o próximo paragrafo tem falta de pontuação de forma propositada para parecer aqueles avisos que surgem no fim dos anúncios dos medicamentos, com aquela informação que não se quer dizer mas alguém fez barulho no passado e tornou-a obrigatória e por isso se diz a correr, para se dizer que se disse, mas ninguém conseguiu perceber, portanto lê o paragrafo de forma muito rápida e de um só folego para que surta o efeito desejado)

Bom, mas às tantas, e falando nas ditas multas, o Estado que não informa, e é certo que não pago IRC ou IVA, nem sequer sabia de tal inovação, está a passar multas aos contribuintes que não criaram a sua espécie de correio electrónico numa empresa privada que era nacional mas que depois de privatizada precisa ser viabilizada senão é preciso passar pela vergonha de nacionalizar já que é um serviço publico e viabiliza-se inventado coisas que levem dinheiro do Estado para uma empresa privada de forma nada ética mas legal.

Bom, tudo isto soa a esquema manhoso desde uma empresa privada substituir o trabalho do Estado, na obrigação do uso de um serviço a todos, mesmo a quem não tem condições ou capacidade de o usar, de muitas a quem nem sabia que tinha de ter tal coisa. Gostava de saber de que catacumba saiu esta ideia e gostava de conhecer os congeminadores destas ideias peregrinas.

É que é precisão gente muito criativa para inventar estas tretas.

1 comentário

Comentar post