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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Política do ‘Faz de Morto’

 

Normalmente os animais que são predadores ou de dimensão acima dos predadores não têm grandes preocupações na vida. Já os que servem de presas são forçados a adoptar tácticas para evitarem o confronto com predadores.

Alguns inventam esconderijos como o caranguejo eremita, têm a capacidade para correr pela vida como a gazela, outros usam a camuflagem seja para se misturarem com o ambiente como é o caso do camaleão ou para se assemelharem a predadores com a falsa cobra coral. Outros fazem-se parecer maiores do que são como é o caso da mariposa que aparenta ter olhos nas asas. Outra táctica é simplesmente fazer-se de morto como é o caso do possums.

Aparentemente esta é uma das tácticas favoritas dos portugueses mesmo quando não existem predadores por perto. Mas na dúvida… faz de morto!

Poderia aqui puxar enumeras situações em que isso aconteceu no passado mais ou menos recente mas reporto só ao presente.

Temos um Presidente da República que não tem o cognome de “múmia” por mero acaso. Em 10 anos de mandato pouco ou nada se viu e cada vez que apareceu, arriscou-se a adicionar cognomes à lista. Só para recordar o “palhaço” de Miguel Sousa Tavares, mas com episódios como as cagarras ou a bandeira ao contrário não seria de esperar outra coisa. Fazer de morto ainda tem sido o melhor…

Já na campanha para estas eleições o PSD e CDS fizeram-se de mortos e até inventaram uma coligação com nome e cartazes sem cara e nem sequer apresentaram programa. Curiosamente conseguiram fazer-se de mortos e ter aquele cheiro característico de carniça. Curiosamente o seu potencial adversário apostou na mesma estratégia de fazer-se de morto. Só que dois animais mortos um ao lado do outro não estava a produzir resultados e o PS lá tentou atacar acenando com uma pasta. Descobriu-se mais tarde que acenar pastas só resulta depois de enroladas em forma de tudo e com o objectivo de arranjar uma moedinha a arrumar carros.

Já 44,14% dos eleitores também se fizeram de mortos deixando que outros assumam a responsabilidade.

Quando se repete uma estratégia que já demonstrou estar errada uma e outra vez à espera que o resultado mude, não é esperança, é patologia.