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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

PCP não quer Angola democrática!

 

 

Quando o CDS e o PSD não condenam a ausência de democracia em Angola, eu considero como algo de normal. Está-lhes na génese ideológica o combate à democracia, às liberdades e garantias. Se restavam dúvidas basta-nos olhar para os ataques constantes à liberdade, à sociedade, aos portugueses e à Constituição da República Portuguesa.

Quando o PCP se junta à direita neste chumbo à condenação a Angola, a única coisa que é clara é que o PCP AINDA é o PCP anterior à queda do muro de Berlim, ao muro da vergonha.

A sua mensagem é óbvia, a democracia é secundária e passo a citar: “o seu presente e futuro, incluindo da escolha do caminho para a superação dos reais problemas de Angola e a realização dos seus legítimos anseios.”.

Torna-se claro que o PCP durante os anos de salazarismo nunca lutou pela democracia, lutando antes e apenas por uma mudança de regime, por um regime de bloco de leste onde a liberdade NUNCA foi palavra de ordem e a democracia foi só e apenas um termo de dicionário, uma curiosidade académica.

O PCP refugia-se na Constituição da República Portuguesa e na separação de poderes nela constantes como se as mesmas práticas fossem em Angola aplicadas.

Não é o povo angolano que interessa ao PCP defender. Pretende apenas evitar que Angola seja “tomada” por algum tipo de regime ligado ao capitalismo e em ultima analise aos EUA perpetuando um pensamento antiquado ligado à guerra fria onde vale tudo excepto ceder aos “americanos”.

Aponto assim o dedo ao PCP por mais uma vez se negar a defender a democracia, se negar a defender as pessoas, negando evidencias há muito conhecidas em nome de uma ideologia.

Reforço assim que apesar de assumir que o PCP seja um partido de esquerda, é de uma esquerda que não é a minha, de uma esquerda da qual quero tanta distância como da pior das direitas.