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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

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Os pecados das privatizações - CTT

 

 

No outro dia recebi uma encomenda. Não estava em casa mas o carteiro telefonou-me.
Queria saber se estava em casa e se podia deixar a encomenda no estabelecimento comercial ali perto.
Disse-lhe que não estava em casa, que não conhecia os donos do estabelecimento, mas estaria em casa dentro de uma hora.
Disse-me que voltaria então mais tarde.
Passou uma hora e liguei-lhe eu. Estava atrasado na ronda e prontifiquei-me a ir ter com ele.
Encontrei-o e Disse-me ele que já tinha feito mais de 9 km a pé naquela manhã.
Abriu a mala do seu automóvel, sim, automóvel particular, tirou mais umas quantas encomendas que enfiou no saco e seguiu caminho.
Os CTT privados anunciam a rescisão de mais 800 funcionários. Dizem que a vida está difícil.
É esta, para quem trabalha porque a distribuição de dividendos aos acionistas não apresentaram qualquer dificuldade.

Se deve retornar à esfera nacional?
Serviços fundamentais ao funcionamento do país, comunicações, águas, energias, justiça, segurança, saúde e educação, têm de ser da esfera do Estado.
Não me oponho à existência de serviços equivalentes na esfera privada. Mas o Estado tem de estar presente e garantir o serviço.

Só assim se pode garantir que o serviço existe, que o serviço é garantido com a qualidade necessária ao bom funcionamento do país, que os custos aos cidadãos  são os adequados e que os direitos laborais são salvaguardados sem atropelos em nome das negociatas. 


Sim, os CTT devem ser nacionalizados.
António Costa, mesmo sob a influência da “geringonça” não faz o que deveria ser feito, mas tenho pena e quem sai prejudicado são os trabalhadores e por consequência, todo o país.