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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Os Direitos Humanos : os de cá e os de lá

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Não se pode analisar a situação que se vive em Alepo sem se fazer uma incorporação de situações já vividas, no passado.

Afinal quem está em guerra?A Rússia? O Irão? A Síria? A Turquia? O Afeganistão? O Libano? O Iraque? A Arábia Saudita?O Daesh?

As batalhas sucedem-se, assim como os cessar-fogos. Tudo pára e recomeça vezes sem conta. Só não pára o sofrimento e a crise humanitária. Ao tentarem eliminar os "focos de resistência" justificam massacres e dão alimento aos sentimentos de vingança. Quando tudo parece estar a terminar, volta a recomeçar Os bloqueios são intermináveis e as evacuações inviáveis.

Desconstruindo o nosso imaginário, necessitamos construir novas formas de intervenção, as atuais não estão a resultar. Ao tentarmos mortificar instituuições que se dizem normalizadoras talvez consigamos encontrar respostas.

A História é factual assim, tudo o que está a acontecer é um contributi para a História. Seja mau, seja bom, faz-se História. Faz-se História quando os acontecimentos nos surgem contra-corrente; faz-se História porque as evidências não nos mente. Se as fragilidades reforçam a luta, faz-se História. Alepo está a construir a sua e, não é uma História bonita de ser contada.

Se as fragilidades reforçam a luta, faz-se História

Estes "movimentos perpétuos" tornam-se condutas desviantes, fugindo ao realismo e ratificando a transgressão. Assad transgride; Putin transgride; o Daesh transgride.....

As análises focadas no medo, mais não fazem do que refletir retóricas já   desacreditadas. Apela-se a práticas que, ao tentarem vingar, procuram desenhar modelos de atuação sobejamente conhecidos e muito pouco crediveis.

Um novo tipo de "despotismo esclarecido" surge em Alepo, no Iemém, em Angola....

Alteram-se racionalidades e, em simultaneo, surgem novos enquadramentos; crescem fundamentalismos acompanhados de novos e condenáveis experimentalismos; enfatizam-se os bombardeamentos mas ignoram-se as pessoas.

Descompliquemos.

Existem os Direitos Humanos de cá e, os de lá.

Quando estas gentes chegam à Europa, estes Direitos são ativados. Quando estão em Alepo, são esquecidos.

A necessidade de fazer silêncio, em torno de uma guerra, começa a provocar ruidos em teses anacrónicas, repetidas até à exaustão. Mas esta evidência não tem contribuido para o esclarecimento das realidades. Pois, existem muitas realidades. As realidades vividas, as contadas, as recontadas, as passadas....Em Alepo a realidade é o agora, é o presente, tudo o resto faz-se História. 

A singularidade com que este assunto tem sido abordado, corresponde a uma pluralidade de retóricas, apoiadas em poderes questionáveis. Precisamos, urgentemente , de clareza nas idéias e nas ações.

Os discursos românticos, tão apegados aos discursos de ocasião e ao populismo, em nada contribuem para o esclarecimentos dos povos. Protela-se uma situação de resolução, necessáriamente, urgente.

A gaguez do pensamento maioritário, na Europa, começa a dar-me razão: existem os Direitos Humanos de cá e os de lá. Assim torna-se dificil pensarmos pensamentos com os quais não existe qualquer tipo de afinidades.  Deparamo-nos, diariamente, com a glorificação da mesquinhez, da mediocridade e da caridade. O apelo ao assistencialismo continua a servir para "lavar as almas" dos crentes, de qualquer religião.É necessário existir guerra, refugiados e espoliados, para que se pratique o assistencialismo e a caridade, para que as religiões existam, para que os crentes se possam purificar.

Nada disto faz sentido. A palavra solidadriedade tem de ser levada à letra.

Existe uma urgência hunanitária `à espera de resolução em que é preciso garantir que a desculturação não se venha a verificar. Estas gentes precisam de ajuda, de proteção, mas precisam continuar a ser gente.

Com o torbilhão constante em que o meu pensamento vive e com o permanente sonho lirico da verdade e da justiça, insinuo-me , dentro de um espaço alternativo, tornando-me impactante com uma especie de fratria onde ainda habita a vontade de solidariedade e do respeitos peloa Direitos Humanos.

A quem incomida o esclarecimento? A quem incomoda uma imformação verdadeira?.

É preciso provocar.Provocar discussão, provocar reflexão, provocar confrontação ideológica.

As roturas sistémicas, por vezes, são necessárias. A criação de margens às nossas utopias apenas contrubuem para eternizar os limites à reflexão.

Pois então reflitamos:

O que fará Assad quando tomar Alepo?

Alepo é "só" uma cidade.

Alepo é "só" mais uma vitima.

Alepo é "só" Alepo