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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

O País das "GORDAS"

 

Não sei como as coisas se processam pelo resto do mundo, mas em Portugal sei bem como as coisas se processam.

Portugal é o país das “gordas” no jornal, das imagens chocantes e dos chavões. Quase ninguém se dá ao trabalho de ler conteúdos e é precisamente por isso que “existem os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos”.

Em 2011 Pedro Passos Coelho tinha anunciado fora das “gordas” dos jornais que iria privatizar tudo onde pudesse colocar a mão. Muito me espanta que sabendo isto, lhe tenham dado a vitória.

Em Setembro de 2012 Portugal saiu à rua contra a transferência da TSU das empresas para a mochila dos trabalhadores. Hoje, essa manif está já esquecida.

Meio milhão de portugueses foram expulsos do país porque por cá, a política foi de eliminação de postos de trabalho. Sim, foram EXPULSOS, e o Governo até fez uns cartazes bonitos com orientações de como emigrar. Mas as pessoas só ouvem falar no programa que procura o regresso de um punhado de jovens e, não da criação de 200 mil postos de trabalho mas da reciclagem, uma má reciclagem, de 200 mil postos de trabalho. Sim, porque estes 200 mil postos de trabalho representam 200 mil ex-desempregados que passaram de empregos aceitáveis para na sua maior parte passarem a empregados precários.

E isto dos chavões, “gordas” dos jornais e imagens chocantes é fácil de observar para quem escreve e partilha nas redes sociais. Na rede social aparecem centenas de likes e partilhas, mas quando vamos ver as estatísticas de visualizações do texto publicado, dificilmente chega a 10% de visualizações face ao numero de likes.

Não adianta assim escrever muito ou até ter a ideia genial que salvará a humanidade se esta for maior que um parágrafo.

Assim, entre partidos que não querem partilhar os seus programas e os portugueses que são pouco exigentes e não querem sequer saber, conclui-se que se este é o Estado a que chegámos, a culpa não é de mais ninguém senão nossa, sobretudo dos que nem sequer se dão ao trabalho de votar.

 

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