Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Memória Curta

Queria começar a minha participação no “Maré Alta” de outro modo, mas sou forçado a começar com uma maré de sangue, de horror e tristeza.

Durante quase toda, senão toda, a história da humanidade homens, mulheres e crianças foram confrontados com a condição de fugir ou morrer. Homens, mulheres e crianças que nada tinham que ver com guerras ou politicas e que se viram no meio de interesses de terceiros quando apenas queriam seguir a sua vida.

No passado as deslocações tinham outra dimensão quer nas distâncias quer na maré de gente que se move em desespero.

Curiosamente, é hoje que o mundo ocidental diz defender a Carta Universal dos Direitos do Homem, que este ignora os Homens e os seus direitos.

Enquanto milhares dão à costa, muitos já mortos, a Europa discute quem os irá acolher, em que quantidades e a troco de quantos euros. Não há humanidade, há negócio nestas mentes distorcidas.

Muitos argumentam que não os querem cá. A verdade é que nem eles querem para cá vir. Vêm porque não têm outra opção e acolher refugiados não irá resolver, sobretudo face às intenções expansionistas do Estado Islâmico.

Num passado historicamente recente, também a Europa teve os seus refugiados:

Refugiados belgas em Paris, 1914

Refugiados judeus em Inglaterra, II Guerra Mundial

 

Portugueses que retornam das ex-colónias, 1975

Refugiados nos Balcãs, anos 90

Refugiados ucranianos, 2014

 

Até quando?