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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Marcelo Rebelo de Sousa Será Um Vírus Letal?

 

 

O perigo maior para a humanidade são os vírus. Podem ser altamente letais e ao contrário das guerras, estes não podem ser controlados pela vontade do Homem. Um desses exemplos fará dentro de dois anos o seu centenário, a peste espanhola. A partir de um vírus morreram no mundo cerca de 40 milhões de pessoas. O vírus causador foi o vírus da gripe sobre o qual temos ouvido falar mais recentemente, o H1N1.
O nosso problema com os vírus, sobretudo o da gripe, é que eles vão alterando a sua morfologia externa de modo a não serem reconhecidos pelas nossas defesas enquanto por dentro continuam a ser o mesmo vírus do costume, altamente destrutivo. Quando o nosso organismo o reconhece como um factor destrutivo do nosso organismo, por vezes é tarde demais tendo causado danos irreparáveis ou mesmo a morte.
Lidamos hoje, em Portugal com o candidato e vírus Marcelo Rebelo de Sousa.
Marcelo Rebelo de Sousa nasceu e cresceu no ceio de uma família ligada ao regime Salazarento e a Marcelo Caetano deve o seu nome.
Tal como um filho que tem pais que apreciam opera, este ao crescer ou a ama ou a odeia. Marcelo é dos que ficou a amar o mesmo amor familiar e ainda que se tenha adaptado aos novos tempos e às novas formas de estar na política, a verdade é que continuou nas profundezas do espirito conservador e elitista. Não é difícil encontrar referências de oposição ao Estado Social ao longo dos últimos 40 anos, desde o SNS à educação pública.
Mas tal como um vírus, Marcelo Rebelo de Sousa foi mutando a sua postura, a sua imagem e o seu discurso para não agitar muito as águas do poder de modo a permanecer como comentador em prime time e ao mesmo tempo aparentar ser a voz do organismo vivo, os cidadãos.
Não é preciso ir muito longe no tempo para o escutar a criticar diversas medidas de Pedro Passos Coelho para depois o apoiar em campanha.
Este vírus julga ter agora a porta aberta para penetrar o organismo e fazer dele o seu hospedeiro. No seu discurso, e numa tentativa de distrair ainda mais os anticorpos, diz agora que “está à esquerda da direita” de modo a facilitar a conquista de votos de que está à direita da esquerda.
Mas Marcelo é Marcelo tal como um vírus é um vírus. Marcelo e o vírus confundem-se e os seus objectivos são em rigor comuns, um hospedeiro que lhe facilite a obtenção dos seus objectivos ideológicos.
A malta da direita sabe que esta é a oportunidade de tomar o poder ou pelo menos quanto muito balanceá-lo mais para a direita com a útil ferramenta de demitir um Governo. Estes certamente que não faltarão ao voto!
Compete-nos a nós, o hospedeiro-alvo, aos cidadãos colocarem-se em guarda e defenderem-se de mais uma investida, de mais uma tentativa de destruição dos direitos e garantias dos portugueses.
Um vírus pode dar uma febre passageira e uma dor de cabeça tal como o vírus da gripe comum, ou pode ser letal para muitos como a peste espanhola.
Vamos experimentar votar em Marcelo Rebelo de Sousa para ver se é só uma dor de cabeça ou a morte do artista?