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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Esquizofrenia de Direita

 

Depois da euforia inicial com os resultados eleitorais, heis que chegámos ao momento em que os partidos começaram a fazer contas e chegaram à brilhante conclusão: Nenhum tem a maioria!

A PaF vive dias de esquizofrenia intensa quer a partir do interior do partido quer através dos seus propagadores de opinião na comunicação social com é o caso de Rui Ramos no jornal Observador que chega com o título “Fraude eleitoral”.

Nesta nossa República Portuguesa são possíveis coligações antes e depois das eleições. Em 2011 CDS-PP coligou-se com PSD depois das eleições e desta feita fê-lo antes do sufrágio.

Os cidadãos delegam nos deputados a responsabilidade da tomada de decisão, normalmente através da ponderação de um partido e aqueles que conseguirem ter o apoio de mais de 115 deputados, governa.

Ora o PSD coligou-se com o CDS-PP e ainda assim perderam 700 mil votos. Contam com 104 deputados e ninguém com quem falar. Mesmo o PS não demonstra nenhuma vontade de falar com a direita e António Costa já negociou anteriormente apoios enquanto Presidente da Camara de Lisboa.

A CDU, através da reunião com o PCP e depois com o PEV já vieram dizer que a reunião correu bem e que apoiam António Costa ainda que não desejem fazer parte da arte de governar.

O BE fica agora refém do seu próprio sucesso e adiamento da reunião para a próxima segunda-feira. O Partido Socialista conta agora com 85 deputados seus e o apoio 17 da CDU. Está na mão do BE um governo de direita condenado a cair, ou um governo de esquerda com o apoio de todos os partidos de esquerda, algo inédito em Portugal. O compromisso não precisa de ir para além do que fez, pelo menos pelo que se lê na comunicação social, a CDU. Basta dar o seu apoio, ou seja, garantir que os OE passem no parlamento.

Em Portugal parece que existe um medo imenso dos partidos terem que negociar as suas propostas. É mais fácil quando não precisamos de falar com ninguém e fazermos o que queremos. Mas sendo menos fácil, provavelmente será um Governo mais equilibrado, mais à esquerda e muito menos austero.

A PaF recolheu apenas 20% dos votos do colégio eleitoral e cerca de 38% dos que votaram. Estão longe de ser a opção de Governo, muito longe da legitimação da continuação das suas políticas da austeridade. Só vivendo num mundo de fantasia se pode concluir o contrário.

Cabe agora a Catarina Martins dar continuidade ao bom trabalho durante a campanha eleitoral e assumir as responsabilidades para a qual foi mandatada pelos seus eleitores.

Fico ansiosamente a aguardar pela reunião entre PS e BE.

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