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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Eleições Ganhas por Gente Mole

 

 

Faltam agora 7 dias para o encerramento das urnas e nada está definido quanto aos verdadeiros resultados que surgirão depois do encerramento das urnas.

Apesar de não saber que será o vencedor, sei que independentemente do resultado a CDU irá anunciar uma vitória como sempre fez ao longo dos últimos 40 anos. Derrota é uma coisa que à CDU não aflige. Sei, que mesmo que o PS vença, sairá derrotado, sobretudo António Costa que tomou de assalto o PS de José Seguro porque não se destacava da PaF e agora, pelo menos nas sondagens, a vitória está um pouco fosca e garantidamente, incerta.

Os novos partidos ganharão qualquer coisa face ao resultado anterior, ou acima de zero é sempre uma vitória.

Por oposição ao Partido Socialista, independente do resultado, a PaF garantirá sempre uma vitória seja ele eleitoral, seja apenas uma vitória moral.

Mesmo que percam, e assim esperamos, alegaram que face a 4 anos de austeridade que lhes chegou às mãos vinda de um governo socialista, depois de tantos cortes e sacrifícios pedidos aos portugueses, uma derrota tangencial será sempre uma vitória.

Mas quem perde na verdade são cerca de 80% dos portugueses que são TODOS os que não votarão na PaF.

Não são os que votam no PS os culpados. São sobretudo culpados TODOS os que não votam mas dia 6 estarão a reclamar que vamos ter mais 4 anos do mesmo.

Serão os trabalhadores da TAP que passarão a ser do sector privado, serão os SMAS que passarão a ser do privado, será o SNS que será cada vez mais débil sendo substituído pelo privado, será a educação cada vez mais privada, cada vez menos publica, serão as regras laborais cada vez mais viradas para o favorecimento do lucro debilitando a dignidade laboral…

A política poucas vezes tem “caminhos únicos”. A política segue uma linha ideológica em que ou puxamos para um lado, ou para outro, ou somos justos e coerentes connosco, com a sociedade e com a natureza humana. Eu de esquerda me confesso, mas tenho de assumir a existência de uma boa quantidade de pessoas de direita e dentro do espirito democrático e da liberdade, é preciso garantir-lhes a sua existência sem que sejam eles a roubar-me a liberdade.

Mas de entre todos os que perdem, e são cerca de 8 milhões de pessoas, metade é tão responsável pela continuidade do mesmo modelo governativo como os que votam nos “do costume”.

São os que não votam. Os que se abstêm e que para o facto inventam mil e uma desculpas e razões, são os maiores culpados.

Os que votam em consciência na PaF, fazem-no porque o desejam. Os que não votam, começam por reclamar que o Governo actua mal mas depois nada fazem para mudar. São moralmente os mais culpados pela continuação das políticas de austeridade!

A única coisa que posso desejar é que o voto se transforme num acto obrigatório porque eu não quero ver amigos e família a emigrar, e talvez eu próprio, por causa de 4 milhões de gente mole que não quer saber se morre ou vive, se vive melhor ou pior, se tem ou não reforma.

São 40% de abstenção, 4 milhões de votos, o equivalente a 92 lugares da assembleia. Uma maioria absoluta precisa de 116 lugares, ou seja, quem não vota, se votassem todos no mesmo, ficaram a 24 lugares de ganhar as eleições com maioria absoluta.

Que irresponsabilidade esta da gente mole…