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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Donald  

Confesso que fui dos que nunca acreditou que Donald Trump ganhasse as eleições presidenciais nos EUA. É irrelevante, neste momento, toda a questão referente aos mais de 2 milhões de votos que Hillary Clinton recolheu nas urnas. O sistema de sufrágio está implantado desta forma e todos à partida tinham conhecimento dos seus cambiantes. Mas o que me levava a imaginar impossível a sua eleição eram duas premissas que me pareciam evidentes aos olhos de todas as pessoas: o seu nome, que me fazia lembrar um personagem de Walt Disney, e o seu aspecto, que me fazia lembrar um personagem de Matt Groening. Vivia na ilusão que o Donald era uma caricatura saída de um qualquer talk show de cariz humorístico. Tal equivaleria a dizer que iríamos ter um personagem fictício animado, a conduzir os destinos da Casa Branca. Para ajudar à festa havia o seu discurso e ideias difundidas, que não pareciam de forma alguma do plano doreal, nem tampouco ajustadas ao mundo do século XXI. Equivoquei-me…

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Depois, quando me apercebi que os desgraçados dos estado-unidenses em particular, e o mundo em geral, teriam de levar com aquele personagem demente pelo menos durante 4 anos, fui dos que acreditou que Donald iria normalizar o seu discurso e ideias, institucionalizando-se à medida do cargo que ocuparia. Mas, uma vez mais, errei redondamente. O seu fanatismo continua em alta e sem previsão de abrandamento.

 

Agora, perante as evidências, tenho medo e não arrisco prognósticos. Espero sempre o pior e não fico espantado perante nenhum dos seus tweets, que como sabemos é a nova forma de governar naquele país. Pela primeira vez vejo-me perante a circunstância de desejar ferverosamente que um político não cumpra o que prometeu durante a campanha. Que minta; que seja o maior mentiroso à face da terra. Ou então que lhe dê uma crise de amnésia, que o faça esquecer a sua agenda, baseada no medo, no ódio e na intolerância. Que isola o país e periga o mundo.

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Infelizmente, embora Donald Trump possa se assemelhar a um vilão dos filmes de animação, ele é bem real. Convém estarmos atentos e vigilantes. E dar tolerância zero aos seus perigosos devaneios.

 

 

 

Montijo, 10 de Fevereiro de 2017

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