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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Degradação Intencional

 

 

Saiu ontem uma notícia no expresso.pt que reporta que quase metade das escolas públicas desapareceram na última década. Mais, a mesma notícia indica-nos que ao mesmo tempo que o número de escolas públicas diminuiu, a rede privada cresceu em 10%. (Estado da Educação)

Da parte dos Governos, e não me refiro apenas a este último, a redução do número de escolas deve-se a dois factores: êxodo rural e diminuição de natalidade.

Ainda que sejam ambas verdade a redução do número de escolas, sobretudo as do interior, apenas promove a desertificação de um interior cada vez mais abandonado e idoso e é competência de um Governo fazer a leitura mas aplicar medidas que corrijam os desequilíbrios ao invés de medidas que apenas acentuem e agravem esses desequilíbrios.

A concentração da população nos grandes centros urbanos é SEMPRE uma degradação e uma dramatização da vida humana. Aos que vivem dentro de cidades sobrecarregadas têm de lidar com o trânsito, poluição e as consequentes questões de saúde do trato respiratório, perda de tempo disponível para a vida pessoal e familiar, uma enorme competição por postos de trabalho... Do outro lado da fronteira com a desertificação as empresas que ficam acabam por definhar por falta de gente a quem prestar os seus serviços o que em última analise empurra as restantes pessoas para os centros urbanos.

Acabar com as escolas no interior ao mesmo tempo que se oferecem cheques-ensino é uma aposta ideológica intencional no fim do ensino pública a médio prazo através da falácia que o cidadão só tem a ganhar com a opção de escolha quando é da competência do Estado garantir a qualidade do ensino e regular o ensino privado. E fazem-no ainda que isso coloque em causa a qualidade de vida dos portugueses e organização territorial.

Valores mais altos se levantam, valores da carteira dos investidores…