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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Das auto

 

 

O mundo ocidental vê-se a braços com a mais pura das incompetências nas instituições que supostamente garantem que as decisões politicas sejam implementadas e fiscalizadas no terreno.

Durante este ultimo quadriénio assistimos à incapacidade das instituições que regulam o mercado financeiro e a banca de controlar os seus associados. Ainda agora não sabemos exactamente o que se irá passar com o caso BES mas é certo que será mais um roubo para as carteiras dos cidadãos.

Esta semana voltámos a ter conhecimento de mais um capítulo da incompetência dos reguladores. O mercado automóvel.

Nos Estados Unidos da América, por um mero acaso, descobriu-se que os automóveis da marca Volkswagen afinal não emitiam o volume de gases indicados pelo fabricante. Não foi um pequeno engano, não foi erro de cálculo, não foi avaria! Foi um acto deliberado com valores que podem ir até 40 vezes mais do que o anunciado.

De um desmentido inicial, passou-se à confissão que ONZE MILHÕES de viaturas produzidas pelo grupo Volkswagen tinham sido adulteradas de modo a demonstrar resultados diferentes da realidade quando em condições de teste.

Um pouco por todo o mundo se aponta o dedo à marca e por ser politicamente correcto, até o Governo de Merkel quer respostas e soluções. Afinal, espera-se um rombo económico superior à questão Grexit.

Entretanto vão saindo noticias que esta é apenas a ponta do iceberg e já saíram noticias que marcas como a Mercedes ou a Peugeot apresentam diferenças significativas que podem chegar aos 50% entre os consumos indicados pelo fabricante e o consumo real.

De estranhar que estes estudos são independentes e longe de serem pedidos efectuados pelas instituições que supostamente devem fiscalizar a veracidade dos dados.

De estranhar, que não sendo estes estudos produzidos na semana passada e que por obra do acaso surgiram todos esta semana, as entidades reguladoras nunca fizeram nada.

Sabemos assim que a exigência nas fiscalizações é proporcionalmente inversa à dimensão do grupo económico. Quanto mais pequeno, mais fiscalizado e mais espremido. Os grandes… passam ao lado destas trivialidades de pobre.