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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Contas Autárquicas

 

 

Este ano os resultados autárquicos não cumpriram a tradição. Não me recordo de ver o PCP a assumir uma derrota. Mesmo nos piores cenários, sempre os vi cantar alguma espécie de vitoria mas este ano não foi assim.

Em termos numéricos a diferença entre 2013 e 2017, de modo geral não foi assim tão grande.

O PS que claramente venceu, fê-lo com apenas mais 1,56% dos votos face a 2013.

Já o PSD sozinho perdeu 0,63%, mas somando a coligação com o CDS-PP teve mais 0,56% de votos.

O CDS-PP sozinho, apesar de Assunção Cristas gritar vitória, perdeu 0,44% de votantes.

Mesmo o PCP, ou CDU se preferirem, perde 1,6% face a 2013 e o BE, apesar de não conseguir nenhuma autarquia subiu 0,87%.

 

Em termos de municípios ganhos, o PS ficou com mais 10 municípios, o PSD perdeu 7, PSD+CDS-PP perdeu 1, CDS-PP ganhou 1, PCP perdeu 10 e BE manteve o nulo.  

Simplificando muito a coisa, transferiram-se 10 municípios das mãos comunistas para o PS.

 

O que assistimos não foi uma troca substancial do numero de votantes, antes uma redistribuição de votos que permitiu de forma mais ou menos precária o aumento em 10 para o PS.

 

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Ainda assim a imprensa aponta como derrotado o PSD.

É um facto que não ganhou nada, mas a perda não é significativa. Nem mesmo o PCP quando perde 1,6% de votos numa altura em que a geringonça está a funcionar a pleno vapor, não tem expressão real. Quer se queira quer não, quem governa é o PS e é este que ou capitaliza ou sai prejudicado em votos.

 

Do mesmo modo faz-se a comparação entre Medina, em Lisboa, com o resultado de António Costa em 2013. A comparação só tem valor numérico.

António Costa quando é reeleito em 2013 já ia para o terceiro mandato e com tradição em autárquicas. De recordar quando subiu a Calçada de Carriche de burro quando se candidatou ao município de Loures.

Quando foi eleito pela primeira vez, venceu com 29,54% dos votos. Já Medina não tem o mesmo valor de exposição que António Costa, mas trás na mochila três mandatos socialistas que falam por si.

Obviamente que todos querem cantar vitória, quanto mais não seja em vitórias morais. André Ventura canta vitória por ter conseguido mais um vereador em Loures, o BE canta vitória por ter um vereador em Lisboa.

 

Facto é que em números, com exceção ao sul do Tejo, pouco mudou.