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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Com um vestidinho preto, nunca me comprometo...

Saudosa Ivone Silva

 

Estamos na recta final da campanha e as entrevistas, reportagens e debates sucedem-se a uma velocidade estonteante nas rádios e televisões.

Ainda há pouco ouvia mais uma reportagem a um pequeno partido, o PPV/CDC. O tal que é antiaborto que dizia ser afinal mais um partido de “centro”.

O “centro” não é mais do que a ausência de orientação politica que se tornou na moda do Séc. XXI, onde os debates são vazios de conteúdo ideológico ou objectivos concretos. Apenas se ataca sem defender nada nem ninguém.

Os únicos que defendem alguma coisa são os partidos que tradicionalmente tomam o poder e com 40 anos de historia de 3ª República, sabemos que o que defendem não passará com toda a certeza pelos interesses dos cidadãos.

O povo, na sua inteligência colectiva, não é parvo e apesar de contestar entendo a sua abstenção massiva.

Entre partidos tomados pela corrupção e a oposição com ou sem assento parlamentar que ou apenas quer fazer protesto ou surgem sem programa e com chavões radicais que em nada vão ao encontro das necessidades dos cidadãos, degradam cada vez mais a imagem da politica levando os cidadãos, na falta de quem os represente a ficarem em casa sem votar abdicando de um direito mas ao mesmo tempo evitando a cumplicidade deste tipo de políticos e politicas.

Não admira que oiça vezes sem conta “Tu queres é tacho…”.

E nem é preciso ir muito longe no tempo. Veja-se agora mesmo nesta campanha o PCTP/MRPP a usar slogans “MORTE AOS TRAIDORES”, ou o PDR pela voz de Marinho e Pinto a gritar, como é normal, na Antena1 que o programa estava na página oficial do partido, mas que ainda hoje não o consigo encontrar, ou a coligação AGIR que se refere ao seu programa como “programa mínimo” que não passa de uma pequena lista de bordões populares sem qualquer tipo de conteúdo, estudo ou ponderação.

Nos últimos 10 anos formaram-se 10 novos partidos, 4 deles durante o ano de 2015. O seu surgimento já é por si só sintomático de que algo vai mal, mas…

Destes novos partidos apenas um define a sua orientação politica e apresenta um programa político de governação que seja digno desse nome. Não é reflexo do Syriza ou do Podemos espanhol e candidata-se com o objectivo claro de participar no acto governativo, que afinal, é para isso que os partidos concorrem nestas eleições.

No meio de tanto barulho produzido pelos que que não fazem programa, que não são de esquerda nem direita, que andam atrás de holofotes com mais ou menos roupa ou que engoliram megafones, os cidadãos foram criando anticorpos a este tipo de participação politica. Não é fácil assim chamar a atenção aos que começam por nem sequer querer ouvir.

Refiro-me naturalmente às cores que defendo, mas não é por fazer parte do Partido LIVRE que o argumento cai por terra ou perde alguma substancia.

A componente ideológica foi a mais fácil. Haja um bom grupo, vontade e transparência politica que o partido nasce sustentado numa ideologia.

Já o programa é outra história. A criação de um programa exequível não se faz numa sala com uma dúzia de pessoas. As áreas abordadas são vastas e não será um punhado de pessoas a ter conhecimentos técnicos para criar um programa que se reconheça nele valor.

Apenas a Candidatura Cidadão LIVRE – TEMPO DE AVANÇAR, pela sua natureza de integração e participação de todos, conseguiu produzir um programa que possa ombrear com os partidos com assento parlamentar, sabendo que certamente será melhor que o programa do PaF, que ainda ninguém viu…

Este programa contou com a participação de centenas de pessoas mais ou menos reconhecidas nas suas áreas, discutido, emendado e votado. Só assim seria possível.

É feito de um modo diferente e isso faz toda a diferença. É melhor que todos os outros.

Melhor porque ao contrário de outros feitos com o intuito de ganhar votos, servir clientelas ou fazer protesto, este foi criado a partir de centenas de teclados de computadores dispersos pelo país e pelo mundo em que cada um apresentou as que considerava serem as melhores ideias e que no fim de todo o trabalho, foi votado por todos os que participaram e pelos que não participaram.

Programa limpo, honesto, partilhado, democrático e progressista.

O LIVRE – TEMPO DE AVANÇAR não se esconde atrás do “centro” ou de uma ausência de orientação para sacar votos à esquerda e à direita. Não serve de partido de protesto, não serve de bengala e compromete-se com o que apresenta.

Nestes moldes, e não vestindo o vestidinho preto que nunca compromete, O LIVRE – TEMPO DE AVANÇAR é a ÚNICA lufada de ar fresco nestas eleições.

Eu, dia 4 de Outubro voto LIVRE – TEMPO DE AVANÇAR