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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

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Ano de 2017 revisitado no Maré Alta

 

O ano começou, no Maré Alta, com a morte de Mário Soares. Independentemente das opiniões, é uma figura incontornável do século XX.

Ainda em janeiro, passámos pela tomada de posse de Donald Trump que de parvoíce em parvoíce se aproxima do fim do primeiro ano de mandato. Nos Açores construiu-se mais uma incineradora, um atentado ambiental em São Miguel.

Fevereiro abriu com o debate sobre a eutanásia, um tema que carece de ser retomado até que se respeite a dignidade individual.

Fevereiro foi também o mês em que a condição de “Colaborador” veio com a maré.

Foi o mês, tal como agora a encerrar o ano, a energia foi abordada com um pedido de investigação do Secretário de Estado para apurar as razões do aumento da eletricidade. Não resultou em nada, tanto assim é que agora aumenta de novo.

No fim do mês Angola ameaçou Portugal e, entretanto, poucas novidades há. Verdade é que depois das eleições e fim de carreira de José Eduardo dos Santos, parece que João Lourenço está a por alguma ordem na casa e a história com Portugal deixou de fazer sentido.

Março foi mês de recordar o nascimento do LIVRE enquanto partido, falámos sobre meter a Troika em Tribunal e sobre a Escócia pedir independência do Reino Unido depois da vitória do brexit.

Abril é mês da liberdade e Glória Franco e Miguel Dias revisitaram essa memória, ainda viva. Falámos dos problemas relacionados com o turismo em Lisboa, a obrigatoriedade ou não da vacinação.

Em Maio a Turquia desiste de querer integrar a União Europeia e a violência de um agente da autoridade nas finanças.

Foi mês de milagres com a visita do Papa, mais um campeonato do Benfica, a inédita vitória de Salvador Sobral no Festival da Canção.

Em junho José Azevedo abordou a questão das viaturas elétricas de outro ponto de vista, do lado ecológico.

Entramos no segundo semestre e em julho as armas de Tancos foram roubadas. Mais tarde foram devolvidas com juros…

A campanha autárquica estava em movimento e abordar as condições da Área Metropolitana de Lisboa seria inevitável tanto em resposta às propostas de Medina como às criticas de André Freire.

Foi um mês triste para os portugueses, sobretudo para os que viram a sua região a arder. Também fomos até lá, pela forma escrita.

 

Agosto foi mês de incendio no debate público sobre os incêndios. O Estado na pessoa do Governo seria o alvo fácil e António Costa descarregou a culpa das falhas do SIRESP na PT.

João Lourenço venceu as eleições em Angola e começa o romance na AutoEuropa entre trabalhadores, Comissão de Trabalhadores, sindicatos e administração.

 

Em setembro a CNE teve a peregrina ideia que a abstenção era motivada pelos jogos de futebol.

Outubro começa com as eleições autárquicas, com alguns resultados inesperados, quase sempre em favor de um PS que nem à geringonça perdoou.

Marcelo ataca o Governo a propósito dos incêndios que teimam em continuar. Neto Moura, no Porto, diz que a senhora não é vitima de violência doméstica, é antes ré por infidelidade.

Em Espanha, sobretudo na Catalunha, a questão da independência é debatida minuto-a-minuto. O ano acaba sem existir nada formal.

Novembro tivemos o caso de violência de um segurança do Urban Beach. Depois, ainda em questões de segurança, a mulher que morreu em tiroteio envolvendo agentes da PSP.

Foi o mês em que se anunciou o fim dos duodécimos, os solavancos da Geringonça e a morte de Belmiro de Azevedo.

Dezembro foi um mês recheado de temas para terminar o ano em grande.

Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo. O Zé Pedro dos Xutos e Pontapés deixou-nos.

Trabalhadores independentes continuam a ser uma causa a defender e a ter em atenção. Apoiámos a petição que mantemos em destaque a propósito dos recibos verdes.

A Fitch subiu o rating de Portugal. Já não somos lixo.

Os CTT foram privatizados e isso revelou-se um problema para os trabalhadores e para os cidadãos que esperam e desesperam pelas suas cartas.

Foram anunciadas subidas dos salários mínimos em Portugal e Espanha. Há diferenças e não são pequenas!

O natal a chegar e os partidos compraram uma prendinha para si próprios, às escondidas. Foram apanhados e as desculpas foram mais que muitas, nenhuma satisfatória. Falo da lei do financiamento dos partidos.

 

Foi assim o ano de 2017 no Maré Alta.

Deixo os agradecimentos ao Portal do Sapo e aos Blogs do Sapo pelos destaques que nos deram ao longo do ano, e claro, a quem nos lê e comenta.

Em 2018 cá estaremos, atentos e críticos, porque a liberdade passa por aqui.

 

Bom ano de 2018!

 

 

 

Imagem de Mais Algarve