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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Alexis Tsipras, um Judas na Europa

O jornal Sol.pt faz uma peça sobre o momento politico grego, dois anos de mandato do Syriza.

Logo a abrir temos a mensagem que se as eleições fossem hoje, o Syriza perderia por grande margem.

 

 

 

A larga maioria das pessoas não é contra a Europa, melhor dizendo, contra a União Europeia. A maioria das pessoas é no entanto contra imposições na sua vida e se a nível de um Governo nacional garantem manifestações, para uma força externa os anticorpos serão ainda maiores.

Mas a falta de vontade de sair é evidente até mesmo na Grécia em que o Syriza foi eleito depois de varias tentativas consecutivas nos partidos do centro. Lembro-me de uma reportagem em que um cidadão dizia isso claramente, já tinha votado num e noutro partido dos que normalmente governam, sem sucesso. Tinha chegado a hora de embarcar num partido chamado de “radical” que pudesse mudar o rumo do país. Não era convicção politica, era tentar outra solução já que os medicamentos tradicionais não estavam a resultar.

Varoufakis aparece como popstar politica do momento e o que ele diz é que não vai deixar de pagar as dividas do país, mas que tinham em mente outro plano para sair da crise, outro que ia em oposição pelo plano da Troika, em oposição às ideias de Schäuble.

Varoufakis teve por Judas o Primeiro-Ministro Alexis Tsipras que vendeu o seu ministro por 30 moedas de prata.

E Alexis Tsipras, hoje um vendido que há dois anos foi apoiado pelos europeístas que queriam mudar a UE e sobretudo pelos que queriam e querem acabar com ela, hoje subjugou a Grécia, os gregos e o seu partido a mais um, do regime.

Ninguém diz que a Grécia não tinha os problemas apontados pelos memorandos de entendimento. Todos, até Varoufakis estava de acordo que esses problemas precisavam de solução. A diferença estava no trajecto a fazer para a recuperação.

A ideia de recuperação grega nada tem que ver com as soluções impostas pela troika, antes ao trabalho do BCE e isso é visível em TODOS os países afectados pela crise que comemora hoje 10 anos sobre o seu inicio.

Prova que Varoufakis estaria pelo menos em parte certo é a Geringonça, que sem a urgência de uma resposta a um poder oculto, mas com o poder sobre os cordões da bolsa, inverteu as medidas de austeridade e hoje a solução é elogiada até por Schäuble.

A Grécia deixou de facto de aparecer no turbilhão mediático, mas não por mérito próprio e Tsipras que até fez um referendo porque a Troika lhe impunha uma solução contra as suas promessas, acabou por ir até contra o seu próprio referendo defraudando todos, excepto quem vive do sistema.

Se a União Europeia pode mudar? Claro que pode, pode e deve. Já sabemos que o poder instituído muda quando não tem outra solução e Tsipras teve esse poder na mão porque estava no olho do furação, porque tinha apoio Espanhol e Português.

Falhou em toda a linha. Não me arrependo de ter apoiado o “Oxi” mas não darei mais apoio a Alexis Tsipras.