Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

HTML tutorial

A RTP voltou a constar na minha lista de canais

 

 

Sou um defensor do Serviço Publico. Parece-me que há aspetos da comunidade que precisam de ser senão do domínio publico, pelo menos tê-lo como referencia e salvaguarda.

Saúde e educação não terão de ser na totalidade da esfera publica, mas esta terá de assegurar a existência de um serviço de qualidade, no mínimo, razoável.

No que toca à televisão, tenho tido ao longo dos anos muita dificuldade em definir o serviço como cousa publica.

Visto daqui tenho tido sempre muita dificuldade em diferenciar o produto oferecido pela RTP do produto oferecido pelos outros canais generalistas. Tenho passado anos a olhar para a RTP como um canal que tenta fazer o mesmo que os outros, mas que por norma o faz de forma mais enfadonha.

A espaços, lá aparece alguma coisa que me atrai como é o caso do “Conta-me como foi” que me fez regressar ao passado, “Os filhos do Rock” ou “Os boys”.

Curiosamente tudo séries de ficção.

É certo que eu não sou exemplo de telespectador. Vejo pouca televisão, quando o faço ou vejo programas informativos ou sigo diretamente para os canais das séries. Fora isso, já vou fazendo a minha programação no youtube.

Dito isto, muito me espanta que agora comece a sentir algum serviço público e comece a passar pela RTP para ver se está alguma coisa a dar que mereça ser vista.

O primeiro momento deixo-o a “Fugiram de casa dos seus pais” de Bruno Nogueira e Miguel Esteves Cardoso. Uma parelha inesperada de gerações muito diferentes, que falam sobre tudo em geral e nada em particular. Faz-me parecer um pouco as conversas com amigos quando tentamos fazer com que a vida seja pesada demais, brincando com coisas sérias com a liberdade que nos resta.

 

Depois tropecei em António Raminhos na sua missão em busca de se transformar num cidadão 100% português. Quando vi este programa, foi o momento que senti que aquilo era verdadeiro serviço publico.

António Raminhos esvaziou a sua casa e a sua vida de tudo o que não era feito em Portugal, salvou-se a casa, a mulher e as filhas, ao que consta todas made in Portugal, e durante 6 meses, tentarão viver com produtos exclusivamente nacionais. Vestuário já está garantido e até já tem telemóvel. Veremos como correm os próximos episódios.

Passe a publicidade, devo dizer que tinha escutado a entrevista da IKI na Antena 1 e na hora do programa tentei aceder à página para conhecer os telemóveis. Com surpresa verifiquei que a página estava em baixo devido ao excesso de acessos. Mais me animou o programa enquanto serviço publico. Não tenho quota da empresa, mas num mercado sem expressão de empresas nacionais, deixar ali o link é apenas uma pequeníssima ajuda para ampliar a presença portuguesa neste segmento de mercado.

Podia ficar-me por aqui, mas não o faço. Na sequencia vejo um documentário relevante sobre a nefasta atividade da Monsanto. Não, não me refiro a Monsanto em Lisboa nem a Monsanto da Beira Baixa. Refiro-me à empresa que domina, abomina, devasta e corrói a agricultura mundial. Não vou nesta instancia fazer o manifesto anti-Monsanto, mas agrada-me ter assistido a “Semente – A História por Contar” que deu ontem na RTP1.

E para finalizar, o Prós e Contras de hoje onde o tema foi a poluição no Rio Tejo. Não vou aqui por hora alongar-me sobre o conteúdo porque ainda não o vi na totalidade, mas muito me alegra que tenham sentado o Ministro da tutela ao lado de Arlindo Marques, o defensor do rio Tejo.

 

Este foi o resumo do pouco tempo que tive em frente à televisão durante o fim-de-semana e devo dizer que desde que me afastei das televisões generalistas, e já faz muito tempo, que vejo uma grande melhoria na RTP no que toca ao que eu considero serviço publico.

 

Não vou voltar aos anos 80 onde passávamos, sobretudo no inverno, os serões em frente ao televisor e sem muito mais para entreter, mas estou certo que pelo menos eu, se continuarem assim, tomarei muito mais atenção ao que se passa no canal e assistirei a muito mais conteúdos.