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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

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A poupança com o fim dos duodécimos

Acho sempre engraçado quando a comunicação do(s) Governo(s) não se ajusta à realidade da generalidade da população.

Transcrevo aqui as palavras de Miguel Cabrita, Secretário de Estado do Emprego em entrevista à Rádio Renascença:

“É um incentivo à poupança e a haver rendimentos que são concentrados num momento do ano para que não seja diluído nos salários, desincentivando a poupança das pessoas”.

 

Esta frase seria feliz noutros países que não o nosso.

A maioria das pessoas deste país, continua a viver em condições de sobrevivência com empregos precários e salários a roçar o vergonhoso.

Dito isto, a maioria das pessoas usa o subsidio de férias e de natal para:

Colocar de parte algum dinheiro para pagar o IMI, o seguro da viatura, o ATL que é preciso pagar, pelo menos no verão enquanto os pais trabalham, mas a escola está fechada, para reparações adiadas na casa e na viatura, de outras alturas do ano quando o ordenado chega apenas, e mal, para as despesas do mês. No natal é o que sobra para comprar umas prenditas um pouco melhores para os filhos e no verão, para tirar uma semanita na Costa de Caparica.

 

Um incentivo à poupança? Poupa quem já poupa o ano todo, uma minoria.

Para a maioria, os subsídios são a oportunidade de vir à tona de água inspirar tudo quanto for possível para aguentar mais uns meses até ao próximo subsidio.