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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

A Certeza da Incerteza da União Europeia

 

 

No outro dia escrevia eu sobre a certeza no regresso do Reino Unido à União Europeia.

Hoje não estou particularmente certo desse evento vir a acontecer ainda que aparentemente seja do interesse dos cidadãos desse país. Os que votaram por protesto acabaram por esbarrar nas consequências do seu protesto e agora estão arrependidos. Só que o voto não é uma arma de protesto e contestação, é uma arma de decisão.

O problema é que a União Europeia insiste em ser o combustível que alimenta o fogo que a consome ao não dar resposta atempada e assertiva aos problemas que lhe surgem pela frente.

A união Europeia é muito boa a colocar condições para a qualidade e segurança de produtos transaccionados, muito boa a fazer contabilidade, muito boa nas questões técnicas e teóricas. Quando saltamos para medidas imediatas, a UE não consegue responder. Caso claro é a questão dos refugiados que ao mesmo tempo que estes iam morrendo, e vão morrendo, no mediterrâneo a UE adia uns meses a decisão para essa matéria. Solução? Pagar à Turquia, esse exemplo humanitário, justiça e democracia, para acolher os refugiados.

A União Europeia terceirizou o problema pagado para não ter de lidar com essa questão.

Existe uma clara fractura entre o norte e o sul e Schauble encabeça a opinião do norte. Ele parece um louco que diz o que lhe vem à cabeça mas a verdade pode não ser bem essa e é isso que me preocupa.

Aqui e ali temos vindo a assistir a uma vontade expressa de uma Europa a duas velocidades e esta ideia não tem passado na União Europeia sobretudo porque a esquerda, mesmo dos países do norte, não tem deixado.

Desta feita Schauble diz claramente que se a União Europeia não seguir o caminho pretendido pela Alemanha, as decisões podem começar a sair de um grupo menor à revelia da UE. Certo é que como é normal a UE irá reclamar mas pouco mais fará.

Ao mesmo tempo temos hoje conhecimento que a UE dará três semanas para que Portugal e Espanha corrijam o défice que foi sobretudo originado pela imposição da mesma UE em salvar a banca.

Diria que é preso por ter cão e preso por não ter…

Seja como for este tipo de medidas calham que nem ginjas numa altura em que os separatistas estão em alta. A aplicação destas medidas só virá a dar força à vontade das pessoas, em Espanha e Portugal, de sair do Euro e da União Europeia.

Os argumentos para destruir são sempre muito mais fáceis de encontrar do que os argumentos para construir.

Espero estar enganado…