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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Perturbações

 

Nós, os utentes dos transportes públicos, especialmente os da área da grande Lisboa, conhecemos bem o substantivo que intitula este texto. Mas há mais vocábulos que nos enchem o léxico: supressão; atraso; desvio; ligação temporária... Um fartote.

No entanto, tudo acaba num pedido de desculpas pelo incómodo. Isto quando tratamos com gente educada é outra coisa. A besta do patrão é que não entede, nem é sensível a isto. Todos sabemos como chegámos a esta situação. Anos e anos de desinvestimento e gestões incompetentes nas empresas de transportes públicos.

E uma política muito duvidosa quando se equacionavam novas apostas de transporte, geralmente embrulhadas em ruinosas PPP's ou concessões prejudiciais para o erário público. Os últimos anos foram particularmente gravosos. O resultado está bem à vista. Contudo, e apesar de ser importante manter a memória de como fomos conduzidos à este panorama, aos utentes de transportes públicos interessa, acima de tudo, soluções para a sua mobilidade. Seja esta de carácter diário ou ocasional. Interessa a frequência, qualidade, acessibilidade e cobertura que os transportes públicos devem proporcionar. E, claro, o preço... Interessa muito o preço, num país com um poder de compra tão baixo.

Cabe ao actual governo arranjar uma summit*, com os órgãos locais e regionais e os agentes de transporte colectivos, para apresentar soluções para os problemas dos utentes. Apontar o dedo ao governo anterior não resolverá as perturbações causadas à vida dos utentes. *cimeira

 

Montijo, 8 de Novembro de 2016