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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Menos é Mais

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Há uns anos, não tantos quanto isso, falava-se da falta de segurança da baixa porque durante a noite, a zona deixou de ter habitantes, o patrulhamento era pouco e por isso as lojas eram presas fáceis.

O Bairro Alto tinha consigo o problema da boémia nocturna e o consequente barulho face a uma população residente cada vez menor, cada vez mais envelhecida.

Os bairros, aqueles que dizemos serem tradicionais, falava-se do fim do bairrismo porque a população era cada vez menor, cada vez mais velha.

Lisboa estava a ficar deserta e noticia de 2010 (há 7 anos), dizia que lisboa tinha perdido 300 mil habitantes apesar de ter 5 vezes mais habitações, estimando que 60 mil estivessem desabitadas. Isto, há 7 anos.

Na altura, já e ainda com António Costa como presidente da CML, a noticia dizia que o novo PDM tinha por objectivo travar a desertificação da cidade.

Entretanto veio a crise e os conhecidos problemas de guerras e terrorismo em torno do mediterrâneo.

O azar de muitos acabou por ser um pouco da nossa sorte e o numero de turistas aumentou como nunca antes visto.

Portugal acolheu mais de 60 milhões de dormidas em 2016, 5,2 milhões de hóspedes em Lisboa.

A partir daqui a população começou a esquecer-se que estava deserta e começou primeiro a preocupar-se com os tuc-tuc’s e depois destes com o numero de hotéis na cidade. Mais recentemente o problema cai sobre a lei do arrendamento, das investidas para comprarem apartamentos nas zonas históricas, condomínios onde vivem turistas e residentes…

Pelo meio um discurso mais ou menos populista de querer devolver a cidade aos lisboetas, de manter o bairrismo, de contrariar a desertificação.

Antes de mais devo dizer que o Estado e a CML, nesta questão, têm feito navegação à vista e quando tentam dar uma resposta já a fase à qual estão a dar resposta, passou, e por isso os problemas não se resolvem, mutam-se e acumulam-se.

A primeira coisa a ter em mente é que as cidades são feitas por pessoas e são orgânicas. A tradição mantem-se enquanto as condições lhe forem favoráveis, depois desaparecem dando lugar a outras “novas” tradições. Não podemos defender o fim da tradição da tourada e depois querer forçar a tradição bairrista só porque é giro. As pessoas que hoje podem morar nessas zonas ou herdaram a casa ou compram-na, mas já não são “do bairro”.

A semana passada estive numa viela de Alfama.

Uma porta aberta deixava ver que lá dentro se trabalhava sobretudo numa espécie de lavandaria. Aquela viela estava alugada através da airbnb e a preços que devo dizer, bastante convidativos. Quem fazia a gestão ali do espaço era do bairro, nascida e criada e pelas palavras dela, ali todos se ajudam numa troca de favores constantes.

As pessoas que ali trabalhavam, estavam ali através de uma associação que coloca pessoas carenciadas a trabalhar. Devo dizer que fiquei impressionado com toda a orgânica daquela viela de Alfama. Como costumo dizer, eu não opino com base em estudos mais ou menos de cartilha, mas com base na vivencia que as pessoas me vão oferecendo, e nessa vivencia tenho de reconhecer que este turismo que é criticado garante a subsistência dos que ainda são do bairro e alarga-se a pessoas que de outro modo estariam em grandes dificuldades (não é que não estejam, mas estão um pouco melhor).

Bom, recentrando o tema, a verdade é que as pessoas foram saindo do centro da cidade porque não conseguem pagar a vida do centro da cidade. Um apartamento em Alfama, T2 de 120m2 custa 325.000€ (o link irá funcionar enquanto a casa não for vendida), um apartamento equivalente em Rio de Mouro custa 95.000€, e a mesma lógica se aplica ao arrendamento.

Claro que se sairmos do centro, por exemplo para Benfica, o preço desce para os 170.000€, mas aqui perde-se o objectivo de manter o bairrismo e ainda assim é quase o dobro do preço da tal periferia.

Sendo pragmáticos, o centro vai perder o bairrismo e as tradições associadas. Mesmo as marchas populares parecem mais uma feira de vaidades do que algo naturalmente popular.

E ainda assim a classe politica quer mais gente na cidade.

Pois eu digo que menos é mais.

Ainda a semana passada, na apresentação da candidatura de Fernando Medina, dizia ela que entram mais de 300 mil carros, o suficiente para fazer uma fila continua de Lisboa a Paris.

O IC-19, estrada que eu uso diariamente, conta com 109 mil desses 300 mil que vão para Lisboa.

Lisboa e arredores carrega-se de poluição porque a cidade de Lisboa tem mais empresas que pessoas e em ultima analise é um custo para a cidade e quem se desloca diariamente em pendulo da periferia para o centro da cidade.

Porque é que 109 mil pessoas se deslocam diariamente pela IC-19 a fora num percurso sempre stressante, com custos de tempo e dinheiro? Porque não tem um emprego a 5 ou 10 minutos da sua porta.

Então menos quê? Menos empresas na cidade.

Lisboa quer mais qualidade de vida e para isso precisa de espaços verdes quer grandes quer em parques intermédios.  Lisboa quer menos poluição menos ruido e menos alcatrão e o mesmo se aplica em grande medida aos dormitórios da periferia.

Se o turismo está mal regulado tal como as leis do arrendamento? Devo dizer que acho que sim. Mas digo igualmente que há 10 anos atrás aquelas ruas estavam desertas e agora têm vida, quanto mais não seja pelo sangue do turismo.

No entanto parece-me se deviam criar meios de descentralizar as empresas, ou seja, o ponto central aqui é um ordenamento do território alargado tendo em consideração a qualidade de vida.

Os meios de comunicação são ágeis, as vias estão construídas (podem ser melhoradas, devem) e servem o propósito. Não há motivo nenhum para que as empresas estejam fora de Lisboa.

Medidas que têm sido promovidas para diminuir o transito em Lisboa ajudam nesse caminho, mas não basta. São necessários incentivos concretos fora das áreas metropolitanas para uma redistribuição do emprego e da população no território nacional. Isto promove a melhoria da qualidade de vida não só em cidades como Lisboa, como nas suas periferias como nos territórios do interior que se vêem cada vez mais ao abandono.

Transito é que é bom!

André Freire publicou mais um artigo de opinião, desta feita sobre a candidatura de Medina ao município de Lisboa.

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Devo dizer que o primeiro pensamento que me ocorreu foi: “Este tipo é um acto falhado”. E porquê? Para já porque é professor e director da licenciatura de Ciência Politica no ISCTE-IUL e como tal deveria ter um conhecimento superior e uma responsabilidade acrescida nas suas palavras. Mas se o pau nasce torto, não é com boas regas e adubo abundante que vão fazer dele direito.

Começo por esfolar o primeiro paragrafo, o intróito que anuncia as tais sete razões para não votar Medina.

Diz ele que durante 10 anos nada foi feito em Lisboa e que agora, no fim do terceiro mandato, faz toda a obra que deveria ter feito durante os 10 anos anteriores. Mais, diz que Medina nunca prestou contas democráticas. Em rigor, nesta ultima parte tem razão porque Medina pega numa eleição ganha ainda por António Costa, mas a intenção é dizer que o PS, e não Medina, não prestaram contas.

Para quem lê, parece que não venceram as três eleições ou porque não foram a sufrágio ou porque o povo e burro e não conseguiu avaliar o trabalho feito. Mas não fez obra?

Ou André Freire tem memória de avestruz, ou anda distraído e tinha de dizer qualquer coisa na sua crónica com soundbites ou sabe que está a mentir e isso é mais grave. Só para exemplos rápidos, a requalificação da zona ribeirinha, hortas comunitárias, requalificação do Chiado, requalificação dos bairros sociais… e isto dito só de memória. Ah, claro, a requalificação da Mouraria, Intendente e Martim Moniz. Isto dito só de memória e sem vasculhar muito nos neurónios. Um sujeito que mora em Lisboa e trabalha em Lisboa não se lembra de nada disto?

Obviamente que não podemos imputar estas obras todas a Fernando Medina que só é Presidente da CML há dois anos, mas ele referia os 10 anos e não os últimos 2 anos de Fernando Medina.

Ia avançar, mas não posso.

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Diz ele: “É preciso que o PS perca a maioria absoluta e tenha de negociar com forças com efectivo e conhecido peso político-eleitoral.” e no intróito, “Mas seria desejável que recebessem pelo menos um bom castigo eleitoral que os levasse a perder a sobranceria da maioria absoluta actual, tendo de negociar um acordo político com outro(s) partido(s)”.

Pelo meio vai dizendo que a direita anda perdida e não faz, porque não sabe e não consegue, oposição capaz, portanto depreendo que se refira ao BE e PCP.

A primeira questão é que se depreende nas suas palavras que os partidos e associações que avançam com Fernando Medina na tal candidatura PS+ não fazem oposição por falta de conhecimento e peso politico. Que dizer da candidatura de Rui Moreira no Porto ou de uma quase vitória de Marco Almeida em Sintra? Não tinham peso e ou conhecimento?

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Depois devo recordar que André Freire apoio uma solução de convergência, o Tempo de Avançar” e passo a citar a sua apresentação: “por ser uma esquerda assertivamente radical para mudar aquilo que é preciso mudar mas também com um espirito compromissório e uma vontade sólida para construir pontes entre as várias esquerdas para uma solução de governo de tipo «esquerda plural», que sempre tenho defendido na minha vida cívica e académica”.

Qual é a parte das convergências promovidas por António Costa e agora ampliadas por Medina que vão contra a citação? O PCP e o BE não entram, como no passado e presente, porque não querem e não porque não podem.

E estranho porque o próprio BE já malhou em André Freire no passado e este não me parece consonante com o PCP. Qual é a agenda?

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Mas vamos lá aos pontos referidos:

O primeiro reporta às obras nas vias.

Este é ponto nulo porque por todo o lado há obras nas vias, promovidas pelas camaras e pelas freguesias sem olhar a cor ou ideologia. É assim e sempre foi assim.

O ponto seguinte é um pouco de mais do mesmo e nem merecia um ponto exclusivo já que entra no âmbito do anterior. Automóveis a mais em Lisboa.

Na apresentação de Fernando Medina à CML ele referiu que entravam diariamente mais de 300 mil automóveis em Lisboa. Só pelo IC-19 são mais de 100 mil. O transito é caótico, automóveis em cima de passeios, filas intermináveis, stress constante para chegar a Lisboa.

O que ele não diz é que a poluição representa multas pesadas pela UE ao município e por isso foi feito o túnel do Marquês, as rotundas estranhas do mesmo Marquês, as inversões de sentidos nas faixas laterais da Av. Da Liberdade, a tentativa de limitar o transito na Ribeira das Naus… Ah, é verdade, André Freire diz que não se fez nada nos últimos 10 anos. E sim, eu sei que o túnel ainda foi Santana Lopes a mandar fazer, mas o problema, e numa cor diferente, já era o mesmo.

E depois não é só as multas, é mesmo a qualidade do ar para quem trabalha e vive em Lisboa.

Esta ideia nem sequer é recente. Já no passado foram instalados parques de estacionamento nas periferias para permitir que as pessoas aí deixassem os seus automóveis e fossem de transportes para o centro de Lisboa. Por questões que se tentam ignorar e persistem, a ideia não resultou.

André Freire acha que a ideia é força-lo a vender o automóvel como se fosse um ataque exclusivo à sua pessoa. Enfim…

André Freire reclama de incoerência politica e eu reparo na sua incoerência de analise. Reconhece que há obra feita ainda que aponte para José Sá Fernandes como se fosse um elemento isolado do lado positivo, uma espécie de ovelha negra, mas ao contrário. Curioso que Sá Fernandes insiste que o projecto funciona…

Bom, mas lá vai ele dizendo que reconhece que foram feitas ciclovias, ainda assim insuficientes, mas reclama do tal transito infernar para depois chegar de bicicleta ao Terreiro do Paço, presumo eu que queira referir-se pela Av. da Liberdade abaixo. Ora se reduzirmos o transito já fica mais fácil, não é? Até dava para fazer uma ciclovia, uma via para o BUS e outra para viaturas. Ah, pois, mas o André quer manter os automóveis… pois assim é complicado.

Reclama ainda porque Lisboa não é Viena, mas reclama também do trabalho e do tempo que leva a fazer tal empreitada. Queria que fosse como Viena, mas num passe de mágica. Como milagres não há, segundo o André Freire, mais vale estar quieto que isso inoportuna os automobilistas. Ide mas é fazer confrontos de ideias com os “verdadeiros partidos de peso”.

Desconhece a sua cidade e onde se alugam bicicletas, arrelia-se na hipótese de ter de comprar uma, mas olhe, há por aí uma travessia em que oferecem a bicicleta na inscrição. Já poupa qualquer coisa e fica com uma “bicla” catita. E o Director de Ciências Politicas do ISCTE-IUL não consegue pagar 50 euros por uma bicicleta na grande superfície desportiva começada por “D” e terminada em “on”? Ou é só para a malta que lê dizer “ah pois é…”? Mas olhe que a malta que se pode preocupar com isso por falta de dinheiro ou não lê jornais ou lê o CM. Eu disse “por norma”.

No ponto 4 a questão repete-se. Automóveis. Segundo ele não foram feitos parques. Mas foram. O problema e aí concordamos, é que o preço não era de todo apelativo e era uma soma considerável ao custo do passe.  Basta percorrer a linha de Sintra para encontrar alguns, normalmente vazios. Já onde existem parques que não são pagos, estes ficam cheios. Concordo que a rede de transportes públicos não é fantástica, mas a CML deve ter pensado o mesmo e por isso a Carris ter voltado recentemente à esfera pública. E se o fizeram recentemente, está já a reclamar porquê?

E depois mais do mesmo, mais do mesmo, mais do mesmo.

André Freire acaba por dizer que os parceiros de candidatura não negoceiam posições de acção, trocaram isso pêlos tachos e agora são só nomes de fachada. Isso é o mesmo que ignorar que Helena Roseta sempre defendeu causas e nunca teve trela saltitando pela politica conforme a sua consciência sem olha para o tacho indo por vezes em sentido oposto ao partido onde militava. O Sá Fernandes que começou a convite do Bloco de Esquerda, como independente, voltou numa candidatura independente e nessa independência que pautou a vida, continua alinhado com o projecto?

Mudaram tanto que agora são aliados pelo tacho? Não me parece.

Falar do LIVRE é falar em causa própria ainda que o próprio se tenha aliado através da plataforma de candidatura cidadã Tempo de Avançar. O próprio que se juntou na trincheira da convergência diz agora que a convergência tornou os convergidos e não convertidos em mansos encarneirados e é preciso o BE e o PCP para… manter os automóveis em Lisboa.

Agora a sério, esta crónica serve a agenda de quem?

 

E para terminar, a rede de ciclovias que não cobrem a cidade de Lisboa

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Oficiais de Pavio Curto

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A minha experiencia militar não é tão grande quanto isso. Não fui voluntário, não fiz qualquer tipo de carreira, mas também não pedi nenhum adiamento. Fui daqueles “obrigados” no tempo em que ainda se era obrigado a cumprir serviço.

Nesse tempo estava integrado num impedimento com algum nível de segurança e por isso cada um de nós, daquele impedimento, tinha a sua própria chave. Naquele espaço só podia entrar o pessoal do impedimento, oficia-de-dia e comandante da unidade. Nos dias que estava de serviço, ia almoçar depois de ser rendido por outro camarada e o jantar, estando sozinho, era-me levado num tabuleiro assim como o reforço que chegava com o cair da noite. Para quem não andou na tropa o reforço não é um aumento de contingente, mas o nome que se dá a uma espécie de reforço energético para quem está de serviço pela noite fora. Uma sandes de ovo mexido e um pacote de leite com chocolate, por exemplo.

A unidade onde servi era pequena, de pequeno contingente e naquela altura serviu até de alojamento para os refugiados da guerra civil da Guiné. Ainda assim tínhamos por lá armamento e munições e esses estavam confinados numa área de segurança superior à minha e tal como no meu espaço, havia SEMPRE alguém de serviço. Misseis eram transportados numa pão-de-forma sem qualquer tipo de reforço (militar) ou escolta, mas os espaços de segurança tinham SEMPRE gente presente.

Quando desaparece material militar de uma unidade, e presumo que os procedimentos de segurança não tenham mudado assim tanto já que as instituições militares são francamente conservadoras e nada dadas a grandes mudanças, fico desconfiado.

Não conheço as unidades de Tancos, mas se tivesse de me por a adivinhar diria que os paióis em questão ficam a NW da pista. Os pavilhões ali estão isolados de outros serviços e espaçados uns dos outros para evitar contágio em caso de incidente. Se tiver razão na localização eu não acredito que aquelas edificações sejam deixadas sem vigilância do mesmo modo que não acredito que quem lá tenha ido não soubesse ou por ter lá estado ou por informação de quem lá tenha estado, onde tinha de ir.

E onde foram é a questão. Há poucos anos foram “levadas” armas do Quartel da Carregueira, base actual dos Comandos. Falou-se de um oficial de baixa patente, que poderia estar envolvido noutro furto em Espanha, mas que se saiba nunca se provou nem sequer se sabe em concreto o tipo de armas subtraídas.

Desta feita o que desaparece, para alem de cerca de 1500 munições 9mm, é material que no seu conjunto é estranho.

Para contrabando a quantidade é relativamente pequena, quanto muito serviria para vender a um grupo separatista ou terrorista do estilo da ETA.

Granadas ofensivas, apesar do nome não produzem grandes danos tal como o gás lacrimogénio, muito útil para dispersar manifestações, mas pouco produtivo para o terrorismo actual.

Foram furtadas cargas de corte muito usadas nos filmes americanos de operações especiais e que efectivamente podem ser usadas no assalto a carrinhas de valores ou arrombamentos de cofres.

Levaram fio de tracção que basicamente serve para montar armadilhas como as que se vêem nos filmes ligadas a minas antipessoal. Um tipo tropeça e pum!!!

O problema sério reporta a 44 granadas foguete antitanque e aos cerca de 50 quilos de explosivo. Estes sim podem fazer grandes estragos nas mãos de quem lhes queira dar um mau destino.

Alguém levou aquele material especifico e não outro. Se queria explosivos porque iria levar gás lacrimogénio e fio de tracção?

Não levou uma bobine por acaso, levou 22. Para quem está a furtar isso representa espaço, peso e tempo por uma coisa que poderia ser facilmente substituída numa drogaria.

Francamente julgo esta selecção de material tão estranha como a falta de vigilância.

E já agora, porque é que os oficiais se vão amanhã manifestar? Pelo que li os oficiais exonerados foram-no a titulo provisório enquanto decorrem investigações. Dito isto o que motiva tão célere manifestação por parte dos oficias?

Resumidamente: porque é que levaram aquele material em particular, algum dele sem valor comercial, militar ou estratégico?

Sabendo do défice de segurança, quem e porquê enfraqueceu as rondas numa zona de elevada relevância?

O que está na verdade a inquietar os oficiais?

Qual o resultado da investigação das armas desaparecidas na Carregueira?