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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Acção local – o Ambiente

(Texto publicado hoje no Diário da Região)

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Os recentes acordos internacionais de Paris e Kigali (capital do Ruanda) deixam claro que o mundo acordou para a urgência ambiental. A ratificação do acordo de Paris é já uma realidade. Esperemos que a vontade demonstrada até ao momento se consubstancie na sua aplicação efectiva. Hoje é inegável que é preciso travar o aquecimento global, limitando radicalmente os gases com efeito de estufa. O objectivo, desta vez, foi quantificado; limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5ºC, comparativamente aos valores registados na época pré-industrial. Vários especialistas indicam o aumento superior a 2ºC como o ponto de não retorno, pelo que é de todo o interesse manter-nos abaixo desse limiar.

 

Normalmente as pessoas são levadas a pensar que nada podem fazer por si, para ajudar nesta causa. Nada mais errado. Existem pequenos gestos que, individual ou organizados com a comunidade local, podem fazer a diferença e contribuir positivamente para um futuro mais sustentável.

 

Comecemos pela política dos 3 R’s, ou seja, Redução, Reutilização e Reciclagem. Redução, no sentido de ter um consumo consciente e adaptado às nossas necessidades. Reutilização, tentando sempre que possível dar uma segunda vida aos nossos desperdícios ou aos objectos que deixámos de utilizar (readaptando, doando ou mesmo vendendo). Reciclagem, a última fase deste processo, através da separação dos lixos entre orgânico e reciclável.

 

Outra medida que podemos tomar é optar por comprar produtos locais, contribuindo assim para a diminuição da pegada carbónica associada aos transportes destes, desde a sua origem até ao mercado.

 

Optar pela utilização dos transportes públicos em detrimento do veículo automóvel próprio, embora sendo uma medida já amplamente difundida, continua a esbarrar em inúmeros obstáculos. Desta forma encontra forte resistência entre os cidadãos. Mas convém começar a alterar a perspectiva relativamente a esta questão. Paralelamente devemos apostar na mobilidade suave, associada à utilização da bicicleta e aos percursos a pé.

 

Estas são algumas linhas pelas quais podemos pautar a nossa conduta, contribuindo para uma maior sustentabilidade ambiental. Claro que devemos ter condições para tal. O que nos liga àquilo que deve ser feito nesta matéria pelo poder local. Mas isso será assunto para outro artigo.

 

Montijo, 26 de Outubro de 2016