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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Geringonçando no ano lectivo

Passados, grosso modo, 15 dias do início do ano lectivo 2016/2017 estranha-se a aparente normalidade com que tudo se processou. Uma ou outra situação pontual não mancha aquele que é o início de ano escolar mais pacífico de que há memória. Assunção Cristas já fez saber de que a culpa desta situação é dos sindicatos. Estes agradecem o reconhecimento que a direita conservadora faz (finalmente) do seu papel fulcral na persecução da paz social. Com efeito, involuntariamente, a líder do CDS/PP tece o maior elogio que se poderia fazer ao movimento sindical. Embora seja evidente que nesta “crítica” está subentendido um acerto de contas relativo à questão de financiamento dos colégios privados. Mas adiante…

 

Quem conhece a escola pública entende o constante sobressalto vivido nestes períodos. Em contraciclo, a calma impera este ano e tal é de enaltecer. Quem é frequentador habitual do ensino privado dificilmente valorizará esta novidade. E como devemos dar o seu a seu dono salienta-se o papel do ministro da educação Tiago Rodrigues, que tem exercido o seu mandato com competência e coragem, como o caso dos contratos de associação dos colégios privados assim o atesta.

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O ensino público é dos sectores mais importantes no país. Ele é garante de igualdade de oportunidades entre crianças e jovens de diferentes origens sociais e económicas. A formação literária deve qualificar a próxima geração, munindo-a de competências para enfrentar o quotidiano e contribuir para o regular funcionamento da sociedade. A educação liberta o indivíduo de possíveis constrangimentos que o podem condicionar a priori. Uma escola pública, universal e gratuita possibilita a emancipação das camadas sociais mais desfavorecidas.

 

A defesa do ensino público significa a defesa de uma sociedade mais justa e progressista.

 

Montijo, 28 de setembro de 2016