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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

José Gomes Ferreira, demita-se!

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Há personalidades que orbitam a comunicação social portuguesa que são de tal maneira torpes que poderíamos dedicar uma publicação exclusiva a elas.

José Gomes Ferreira(JGF) está para a economia como Jorge Jesus está para o futebol.

Desta feita vem ameaçar a “geringonça” num estilo de “não se metam comigo senão vou roer-vos os ossos”.

Há uma coisa que ele disse e eu concordo. A ideia era de tributar bens imobiliários acima de 500 mil euros e houve um claro recuo na medida para 1 milhão de euros. Não sei quem os amedrontou, mas a classe média não tremeu com esse numero inicial, mas alguém forçou um recuo para valores bem acima.

Fora isso JGF parece um miúdo pequeno que se defende das mentiras que diz com mais mentiras ainda que saiba que está a ser apanhado na curva.

É preciso dizer a coisa com TODAS as letras. Um sujeito com bens imoveis acima de 500 mil euros, seja num ou vários imoveis, NÃO É classe média.

O sujeito pode até viver como tal, pode até ter um rendimento mensal que se enquadre nessa gaveta, mas em termos de património não o é.

Como ele o ganhou é irrelevante. Parece que o tipo que tem uma herança fica livre de responsabilidades sociais. Parece que o tipo, porque mete o dinheiro todo no banco ou num imóvel, ou seja, no que for fica livre do peso social.

Vejamos, um tipo que gaste dinheiro seja no que for, contribui para a receita fiscal pelo menos pelo IVA e favorece a circulação de bens e serviços dentro de fronteiras.

Quem ganha com a poupança não é o país, mas a banca que através da poupança pode emprestar mais.

Segundo este critério e o de JGF, este património não deve ser tributado porque é poupança ou porque é herança que cai na… poupança.

Portanto, visto assim JGF quer dizer que devemos beneficiar a banca e grandes investidores e penalizar a classe média, a verdadeira, nos bens de consumo quotidianos.

JGF tem uma agenda de direita, do PSD debaixo do braço. É com ela que ele produz os seus comentários.

É obvio que todos na esquerda estão a suster a respiração para que a “geringonça” não enguice, para que os mercados internacionais não nos penalizem, para que não apareça uma crise por trás de uma qualquer moita. Já JGF tenta promover a crise que é um pouco o que Pedro Passos Coelho fez com o PS de José Sócrates.

Bem sei, Pinto Balsemão é líder da SIC e do PSD ainda que não o seja de modo formal.

 

Mas é preciso tanto descaramento?

Quantos portugueses… vou facilitar aqui: quantos agregados familiares têm património imobiliário acima de 500 mil euros?

Usando qualquer referencia de estatística (moda, mediana ou média) algum destes agregados familiares está dentro do que se possa considerar “média”?

José Gomes Ferreira, demita-se!