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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Isso é tão século passado

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Dificilmente a geração nascida a partir da década de 80 do século XX entenderá o conceito de fronteiras. Mesmo na geração de 70, tal conceito é largamente posto em causa. E se a nível mundial há esta perspectiva, já a nível Europeu existe uma rejeição completa destas barreiras impostas à geografia. Também isso é o projecto europeu.

 

Pertenço a uma geração que não tem passaporte. Verdade que nunca precisei dele. Mas também é verdade que o considero um objecto obsoleto. Uma mera formalidade burocrática que representa tudo o que esteve errado durante um século onde houve guerras frias, mornas e quentes.

 

Tal como não preciso de um cartão de cidadania para me relembrar quem sou e quais as minhas raízes, também não preciso de um passaporte para me recordar que me sinto Europeu. Comigo transporto a minha herança cultural e social e faço questão de a repartir quando interajo com pessoas de culturas díspares. Um território pode influenciar-te, mas não te define. E nunca, mas NUNCA mesmo, te deve limitar!

 

Montijo, 25 de Junho de 2016