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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

António Costa Salva as Gorduras do Estado

 

 

Os jornais de ontem apontaram os focos para Catarina Martins e para o modo como ela “desmontou” os argumentos da direita a propósito do debate sobre a educação.

Na verdade não desmontou nada porque esse trabalho já tinha sido feito em abundancia por comentadores de televisão e através das redes sociais. Não acrescentou nada de novo, apenas teve um palco mais vistoso, mais mediático para uma luta que já estava mais do que vencida face a um opositor desarmado.

O protagonismo não declarado foi de António Costa que demonstra ser o motor da geringonça e que sem que a direita perceba, também a inclui na dita.

António Costa começou logo por adiantar que os contractos são para cumprir e como tal não existe razão para que os pais estejam preocupados. Desarmou aqui o protagonismo das escolas e da sua pseudo-intenção de processarem o Estado por incumprimento de contractos.

Depois agradou a geringonça quando disse que cumpridos os contractos, onde se verificam redundâncias, não se farão novos contractos, pelo que cai o argumento que o Estado gasta dinheiro sem necessidade, apenas para enriquecer privados amigos da direita.

Se o debate tivesse terminado aqui o dia teria sido ganho pela esquerda por KO ainda antes do início do combate. Mas não acabou. António Costa tinha uma questão por resolver, que poderia ser de somenos importância mas que foi a única carta de trunfo que a direita apresentou, a hipótese de desemprego nas escolas privadas no fim dos contractos.

Desarmando assim a direita, mas também a esquerda, António Costa arremata o assunto dizendo que na falta destes contractos para a educação, as escolas não têm que se preocupar porque o Governo criará formas de manter o seu financiamento através de outras iniciativas, seja na rede de creches, no ensino para adultos, etc…

A verdade é que agradando à esquerda e à direita no parlamento António Costa acaba por não cortar nas gorduras tal como todos os outros que o precederam. Apenas dá uma embalagem nova ao mesmo produto e com isso empurra o problema com a barriga.

Conclusão: a esquerda ganha o argumento, a direita mantem os tachos, António Costa sai ileso, o povo paga o mesmo.