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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

Dia Mundial da Terra

Todos somos temporários, é certo. Mas enquanto respiramos deixamos a nossa pegada no planeta. Ela pode ser mais ou menos vincada. E podemos tentar minimizar o nosso impacto, contrabalançando com medidas positivas ou limitando o uso e consumo de recursos ao mínimo. Hoje, no Dia Mundial da Terra, será boa ideia fazer uma análise auto-crítica de como podemos alterar os nossos hábitos e contribuir para um quotidiano mais sustentável. No entanto, não me interessa discorrer sobre lições ecológicas. Somos assaltados por ensinamentos e aconselhamentos desse género todos os dias, desde a reciclagem ao menor consumo energético; todos sabemos o que devemos fazer e nada parece mudar. As alterações climáticas são uma realidade e sabemos que os recursos são finitos. Em Dezembro passado, na Cimeira de Paris, os líderes mundiais deram um pequeno passo no sentido de travar essas mesmas alterações, conseguindo chegar a um princípio de acordo que será hoje assinado em Nova Iorque. O mesmo entrará em vigor em 2020, caso seja ratificado no mínimo por 55 países responsáveis por, pelo menos, 55% das emissões de gases com efeito de estufa. O acordo é ténue e insuficiente, muitos dirão. Não contradigo essa lógica. Mas pela primeira vez temos uma sensação de que o mesmo será efectivamente cumprido. Cabe à cidadania a escrupulosa monitorização e responsabilização dos nossos dirigentes políticos para que este acordo seja concretizado. Esse será um princípio basilar para que após se possa exigir mais ainda. Ir mais além e se comece a idealizar uma economia livre de hidrocarbonetos, uma outra concepção de desenvolvimento, uma nova visão de progresso... Cada um de nós, mesmo que não queiramos, seremos chamados a esta luta pela defesa do ambiente. O planeta está em risco e não temos o direito de hipotecar a vida na Terra. Habitamos o planeta, mas tal não nos dá autoridade para capturar o futuro da natureza. Façamos também a nossa parte. A soma de pequenos gestos produzirá uma transformação radical. A nossa pressão colectiva será fulcral para incentivar a mudança necessária e para que a sustentabilidade seja uma realidade. As gerações vindouras, e toda a vida na Terra, depende disso... Montijo, 22 de Abril de 2016